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Política Ministro Flávio Dino aponta falta de detalhamento de R$ 469 milhões em emendas PIX e manda apurar

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Segundo a decisão, maior parte das emendas liberadas não estão acompanhadas dos dados exigidos pelo Supremo em dezembro

Foto: Antonio Augusto/STF
A defesa do ex-presidente argumentou pelo impedimento de Dino e do ministro Cristiano Zanin. (Foto: Antonio Augusto/STF)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou nesta terça-feira (18) que a CGU (Controladoria-Geral da União) faça uma auditoria sobre emendas parlamentares que foram liberadas sem a apresentação de um plano de trabalho para o uso dos recursos.

Segundo Dino, esse problema atinge 644 emendas que somam aproximadamente R$ 469 milhões. A CGU terá prazo de 60 dias para apurar por que esse detalhamento não foi apresentado.

Na decisão, Dino também determina que a PGR (Procuradoria-Geral da República) seja informada dos dados para promover a responsabilização “em relação aos gestores estaduais e municipais omissos, inclusive no que se refere à eventual improbidade administrativa”.

Um documento do TCU (Tribunal de Contas da União) citado por Dino indica que, considerando as emendas pagas nos últimos seis anos, “apenas cerca de 19% permitem rastrear o percurso do recurso desde o autor da emenda até o beneficiário final (fornecedor de bens e serviços), utilizando extratos bancários”.

Ou seja: na prática, 81% das emendas pagas desde 2018 não são plenamente rastreáveis. Em dezembro de 2024, após quatro meses de suspensão, Flávio Dino liberou a continuidade da execução das emendas parlamentares individuais, de bancada e de comissão que haviam sido indicadas por deputados e senadores no Orçamento de 2025.

Dino, no entanto, determinou que era preciso apresentar um “plano de trabalho” para o uso das chamadas “emendas PIX”, que ganharam esse nome originalmente por terem um repasse facilitado, sem a necessidade de indicar o destino do dinheiro. O plano de trabalho serviria justamente para permitir que os órgãos de fiscalização medissem, depois, se o investimento foi adequado.

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3 Comentários
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João Fernando Zacher
18 de fevereiro de 2025 18:28

Flavio Dino está me surpreendendo nesse queSERIEDADE E TRANSPARÊNCIA. É o minimo do mínimo que esses corruptos apresentem os projetos e progamas em que serão aplicados esses recursos senão, grande parte desse dinheiro vai escoar pelos ralos da corrupção e cair direto nos bolsos de políticos bandidos.
E esses tribunais de “FAZ DE CONTAS “,

Vanderlei Ochoa
18 de fevereiro de 2025 20:01

Os marginais está assaltando o Brasil. Mas agora com CAMARADA DINO, vão pegar uma cana. Perderam manés.

Jorge Bressan
19 de fevereiro de 2025 00:12

PELA PRIMEIRA VEZ CONCORDO COM O FLAVIO DINO ,MAS MESMO ASSIM ESTOU COM A PULGA ATRÁS DA ORELHA A SENSAÇÃO QUE TENHO É QUE ELE ESTÁ DE OLHO EM ALGUMA COISA!!

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