Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de setembro de 2015
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes criticou na segunda-feira a possibilidade de criação de impostos pelo governo federal, dizendo que não há como impor mais sacrifícios à sociedade diante dos casos de corrupção investigados pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. “Você não pode pedir sacrifícios quando as pessoas acham que houve gastos excessivos, demasiados e sem controle. Quando as pessoas acham que tem uma prática de corrupção, então, há uma crise de legitimidade”, afirmou o ministro.
Na opinião de Mendes, o País está vivendo “um momento extremamente delicado” e é necessário separar o sistema de governança da nação das ações de interesse político. Para o ministro, ao longo do tempo, criou-se no Brasil uma cultura de um modo de política corrupta.
Ele defendeu maior transparência no processo de doações para as campanhas políticas e disse que cabe a instituições como a Polícia Federal, o Ministério Público, a Justiça Eleitoral e a todo o Poder Judiciário acompanhar os procedimentos em torno de tais movimentações financeiras para evitar atos de corrupção.
Segundo Mendes, a maioria dos ministros do STF é favorável à abertura de processo para análise dos recursos financeiros da campanha eleitoral da presidenta Dilma Rousseff em 2014. Ele deu as informações em entrevista à imprensa, logo após falar no seminário Saídas para a Crise. O evento, que termina nesta terça-feira, é promovido em conjunto pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), seção São Paulo, pela Assembleia Legislativa de São Paulo, pelo Instituto de Estudos Avançados da USP (Universidade de São Paulo) e pela TV Cultura.
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