Sexta-feira, 04 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 19 de junho de 2024
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, criticou na última terça-feira (18) a “politização” em torno da retomada da operação do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, pela concessionária Fraport após a inundação provocada por fortes chuvas. A declaração do ministro veio ao ser questionado sobre os rumores de que a empresa avalia devolver a concessão ao governo federal.
A jornalistas Costa Filho disse que “está conversando” com a empresa enquanto avalia o estado das instalações. Ele disse que as próximas ações do governo relacionadas ao caso seriam definidas na reunião da tarde de terça-feira, no Palácio do Planalto, com a participação dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Paulo Pimenta (Secom), além de representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
“O que tem me preocupado é que não deve haver a politização”, reclamou Costa Filho, o que classificou como “uma ação equivocada” de quem usa o assunto como um “instrumento de politização de direita e esquerda”, tornando um “cavalo de batalha”. “Todos nós sabemos a importância do Aeroporto Salgado Filho para o Rio Grande do Sul e para o Brasil”, complementou.
Para o ministro, a retomada da operação do aeroporto de Porto Alegre demanda uma “análise criteriosa” da situação na qual se encontra para que seja tomada a decisão de retomar a operação.
“Ninguém pode anunciar a retomada do aeroporto, voltar botar um avião ali, sem ter uma análise da pista”, afirmou. “Qualquer pista de pouso tem um tratamento de concreto diferente. Foram 22 dias com água ali”, acrescentou.
De acordo com Costa Filho, os testes na pista já foram iniciados, com a participação da Infraero, a limpeza de boa parte do terminal já foi concluída e, agora, está sendo avaliada se o sistema elétrico do terminal foi danificado. “A Fraport contratou empresa mundial que se comprometeu, em 30 dias, a dar um diagnóstico em relação ao aeroporto”, frisou.
Com a inundação do aeroporto de Porto Alegre, o governo transferiu voos comerciais desse terminal para base da Força Aérea Brasileira (FAB), na cidade de Canoas. A operação dos voos comerciais foi assumida pela Fraport, em caráter temporário, que contou com a estrutura do ParkShopping Canoas para fazer os procedimentos que antecedem o embarque dos passageiros.