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Política Ministros reclamam de ausência de Lula na articulação

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Antigamente, o presidente da República tinha agenda parlamentar praticamente todos os dias. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

No mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou de ministros mais participação na articulação politica, integrantes do primeiro escalão e líderes aliados reclamaram em tom de desabafo da ausência de Lula na articulação política neste mandato.

Mais cedo, em discurso no Palácio do Planalto, o presidente disse: “O Alckmin (Desenvolvimento) tem que ser mais ágil, tem que conversar mais. O [Fernando] Haddad (Fazenda) tem que, em vez de ler um livro, perder algumas horas conversando no Senado e na Câmara. O Wellington [Dias] (Desenvolvimento Social), o Rui Costa (Casa Civil), passar maior parte do tempo conversando com bancada A, com bancada B”, disse Lula.

Diferentes dos dois primeiros governos – entre 2003 e 2010 – em que Lula tinha uma ação permanente conversando com deputados, senadores e ministros, a percepção agora é que ele perdeu parte do entusiasmo que tinha há duas décadas.

Até aqui, foram poucas conversas com líderes e, mesmo com os presidentes da Câmara e do Senado, foram conversas esparsas.

“É direito do Lula cobrar mais empenho dos seus ministros, e temos que entender esse recado. Mas a ausência dele é muito sentida e cobrada pelos aliados”, reconheceu um ministro da confiança de Lula.

A avaliação é que uma coisa é um ministro se empenhar para aprovar uma matéria ou uma pauta. Há um reconhecimento que no ano passado o ministro Fernanda Haddad (Fazenda) teve muito sucesso ao fazer pessoalmente a articulação para aprovar não só o arcabouço fiscal e a reformar tributária, mas também outras medidas para aumentar a arrecadação. Outra coisa totalmente diferente, alegam aliados, é Lila telefonar e receber deputados e senadores para conversas.

Antigamente, o presidente da República tinha agenda parlamentar praticamente todos os dias, além de sempre colocar políticos com acesso à cabine presidencial no avião em suas viagens pelo país e pelo mundo. Em seus mandatos anteriores, Lula também fazia questão de organizar churrascos na residência oficial da Granja do Torto, reunindo aliados e ministros. “Isso fazia toda a diferença”, reconheceu um antigo ministro do segundo governo Lula.

Hoje em dia, Lula tem restringido muito os almoços, os jantares e quase não liga para parlamentares da base.

Após a cobrança pública do presidente Lula para que ministros se envolvam mais na articulação política do governo, integrantes do primeiro escalão passaram a definir discussões que deverão priorizar ao longo das próximas semanas.

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1 Comentário
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Mauro Escopelli
23 de abril de 2024 12:25

Vai pra casa padilha!!!!!! Quando a grana acaba o comunismo vai junto!!!!! Gente esperta essa!!!!

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