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Brasil Centro de monitoramento emitiu alertas três dias antes dos temporais no litoral de São Paulo

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Na sexta-feira, a previsão de risco do Cemaden já marcava o litoral norte de São Paulo com a cor vermelha, que mostra risco geológico “muito alto”

Foto: Defesa Civil SP/Divulgação
Especialistas destacam falta de ação para prevenção e redução de riscos. (Foto: Defesa Civil SP/Divulgação)

O temporal que afetou o litoral norte de São Paulo neste domingo (19), deixando centenas de desabrigados e desalojados e provocando mortes, foi previsto com antecedência de pelo menos três dias, segundo informações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

O coordenador-geral de Operações do Cemaden, Marcelo Seluchi, afirmou, em entrevista à Agência Brasil, que a Defesa Civil Nacional e as defesas civis locais foram alertadas sobre a possível ocorrência do temporal.

“Na quinta-feira passada (16), nós já tínhamos uma certa confiabilidade da previsão. Pensamos que algum evento extremo ia acontecer no litoral de São Paulo. Então enviamos uma nota técnica [à Defesa Civil Nacional] com um texto relatando isso. Então a Defesa Civil Nacional convocou uma reunião com as defesas civis de São Paulo, Rio e Minas Gerais na sexta-feira à tarde”, explica Seluchi.

Previsão de risco

De acordo com Seluchi, na sexta-feira, a previsão de risco do Cemaden já marcava o litoral norte de São Paulo com a cor vermelha, que mostra risco geológico “muito alto”.

A Defesa Civil Nacional também divulgou, em seu perfil no Twitter, na manhã de sábado (18) a previsão do Cemaden para riscos muito altos de deslizamento no litoral norte de São Paulo e no sul do Rio de Janeiro.

Na tarde de sábado (18), algumas horas antes do desastre, o Cemaden conseguiu ter uma noção mais clara sobre onde o temporal ia chegar com mais força.

No mesmo dia, o centro enviou alertas para um risco “muito alto” de “movimentos de massa”, ou seja, de deslizamentos de terra para cidades como Caraguatatuba, Ilhabela, Ubatuba e também São Sebastião, onde mais de 30 pessoas morreram. “O mais importante nesses casos de grandes desastres é antecipar da melhor forma possível, com a maior antecedência possível”, explica Seluchi.

Segundo o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, as chuvas começaram por volta das 21h de sábado (18) no município. A partir daí, a prefeitura emitiu alertas de Defesa Civil e preparou sua infraestrutura de resposta e socorro. Em coletiva à imprensa hoje, ele informou que já tinha recebido comunicado sobre fortes chuvas que cairiam na cidade.

“O que não se esperava era a densidade dessas chuvas, que ultrapassaram 600 milímetros num curto espaço de tempo. Às 3h [de domingo], o Centro de Coordenação de Emergência e de Contingência foi ativado. Nós nos reunimos no centro operacional da prefeitura, com a presença do Corpo de Bombeiros, coordenando todas as ações e já recebendo os primeiros chamados de escorregamentos e alagamentos”.

Sem alerta

A prefeitura não divulgou qualquer alerta prévio aos riscos de chuva na madrugada de domingo. Ainda nas primeiras horas da madrugada, as três redes de São Sebastião divulgaram posts com fotos e vídeos celebrando “sucesso” do carnaval apesar da chuva.

O primeiro alerta sobre chuvas fortes só seria publicado no Twitter da prefeitura às 7h de domingo, depois do temporal.

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