Sábado, 24 de Outubro de 2020

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Mundo Laboratório estabelece o valor mínimo de 170 reais por dose da vacina contra o coronavírus

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A vacina testada pela Moderna é tida como uma das principais na corrida global por um imunizante. (Foto: Reprodução)

O laboratório Moderna Inc anunciou na quarta-feira (5), que cada dose de sua candidata a vacina contra a Covid-19 custará de US$ 32 a US$ 37 – de R$ 170 a R$ 196 – em contratos de quantidades menores.

Atualmente, há 165 imunizações em desenvolvimento, 26 destas em testes com seres humanos e 139 em ensaios iniciais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). À medida que a corrida para desenvolver as vacinas contra o novo coronavírus atinge um estágio decisivo, com vários candidatos em fase avançada de estudo, os preços estão sob crescente observação.

“Nós seremos responsáveis ​​pelo preço bem abaixo do valor da vacina durante a pandemia”, disse o diretor-executivo da Moderna, Stéphane Bancel, em videoconferência, acrescentando que acordos de maior volume terão preço mais baixo por unidade.

A Moderna, que não possui medicamentos no mercado, recebeu quase US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) da Casa Branca sob um plano para acelerar desenvolvimento de vacinas. Não houve um acordo de fornecimento com o país.

A farmacêutica também afirmou estar em conversa com vários países para vendas de sua candidata a vacina, acrescentando que já recebeu cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,1 bilhões) em depósitos para eventuais fornecimentos.

Na semana passada, a empresa anunciou o início de um teste com 30 mil pessoas na fase 3 de estudos – a última antes do processo de regulamentação. A farmacêutica afirmou que seu imunizante pode estar pronto para uso em massa até o final deste ano.

A candidata a vacina da Moderna está entre as seis que avançaram para a fase final de testagem. Imunização eficaz é uma ferramenta considerada essencial para deter a pandemia que já causou 700 mil mortes no mundo.

No último mês, a farmacêutica expressou planos de colocar um preço em seu imunizante que garanta amplo acesso. Também declararam que não pretendem realizar esses últimos testes fora do Estados Unidos.

Johnson&Johnson

Em mais um acordo para adquirir vacinas contra o novo coronavírus, os Estados Unidos vai pagar a Johnson & Johnson mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) por 100 milhões de doses da candidata a imunizante da empresa.

O país já anunciou contratos – vários deles na casa dos bilhões – para garantir sete vacinas em desenvolvimento, entre elas as candidatas da Pfizer e BioNTech e Sanofi e GSK. À medida que a corrida por imunização e tratamentos para a Covid-19 se intensifica, a Casa Branca tem assinado acordos por meio do programa Operação Warp Speed.

O contrato mais recente custa aproximadamente US$ 10 (R$ 53) por dose produzida. Se considerados os US$ 456 milhões (R$ 2,4 bilhões) anteriores que o governo norte-americano prometeu à J&J pelo desenvolvimento do imunizante, sai US$ 14,50 por dose (R$ 77).

O último valor é próximo aos US$ 19,50 (R$ 103) que o país está pagando por dose da vacina em elaboração pela Pfizer e pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech.

A J&J também está estudando a aplicação em uma ou duas doses, enquanto a candidata da Pfizer e BioNTech requer duas doses por pessoa.

Nesta quarta, a Johnson & Johnson anunciou que entregará a vacina, sem fins lucrativos, à Autoridade Biomédica de Pesquisa e Desenvolvimento dos Estados Unidos (Barda, na sigla em inglês). O objetivo é que seja usada após aprovação ou autorização de uso emergencial pela agência de controle de drogas do país, a FDA.

A Casa Branca pode comprar 200 milhões doses adicionais em um acordo subsequente. A empresa não informou o valor deste contrato.

Este é o primeiro acordo da J&J para fornecer sua vacina experimental a um país. As negociações estão em andamento com a União Europeia, mas ainda não houve acordo.

A vacina experimental da farmacêutica está atualmente sendo testada em voluntários saudáveis ​​nos Estados Unidos e na Bélgica em um estudo inicial.

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