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Notícias Moradores da Zona Sul de Porto Alegre promovem neste domingo a 4ª Caminhada em Defesa do Arroio Espírito Santo e da Reserva de Mata Atlântica do bairro Ipanema

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Manifestação tem como alvo o plano de construção de um condomínio em área de vegetação próxima à orla do Guaíba. (Foto: Reprodução/Google)

Neste domingo, moradores e representantes de associações ligadas a bairros da Zona Sul de Porto Alegre realizam a 4ª Caminhada em Defesa do Arroio Espírito Santo e Reserva da Mata Atlântica de Ipanema. A manifestação está marcada para as 16h, com saída na esquina da avenida Guaíba com a rua Déa Coufal.

Eles protestam contra o chamado “Loteamento Ipanema”, projeto assinado pela construtora Maiojama para instalação de um condomínio de torres em uma área de 130 mil metros quadrados, coberta por vegetação.

No foco da preocupação, os danos à fauna e flora locais, sobretudo em uma porção de 35 mil metros quadrados de preservação permanente, equivalente a mais de três campos de futebol. Essa área abriga o Arroio Espírito Santo e matas nativas importantes para a qualidade do ar e o clima de diversos bairros de Porto Alegre.

Em novembro de 2018, uma decisão da 10ª Vara da Fazenda Pública da capital determinou a suspensão da licença de instalação do loteamento, em função do risco iminente de início da supressão de vegetação na área. O processo aguarda manifestação por parte do MP (Ministério Público) e do Judiciário para definir se mantém a suspensão da licença.

A licença ambiental original para a implantação do loteamento foi emitida em 1996 pela Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental, mas a resistência e mobilização de comunidade da Zona Sul tem conseguindo evitar o início da obra, graças à Lei da Mata Atlântica, ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e ao PDDUA (Plano Diretor  de Desenvolvimento Urbano Ambiental) de Porto Alegre.

“É flagrante a sensibilidade com os grandes empreendedores e o descumprimento da legislação ambiental por parte do poder público”, critica o presidente da Acomazs e da SAG, José Paulo de Oliveira Barros, um dos organizadores da caminhada. “Não somos contra o desenvolvimento econômico, mas exigimos que se faça de acordo com as leis e as regras estabelecidas pela sustentabilidade.”

“Os últimos licenciamentos ambientais concedidos às grandes construtoras para empreendimentos na região, sem aprofundar os estudos de impacto ambiental, é exemplo da falta de planejamento urbano e incentivo para o crescimento desordenado na região. Local que já apresenta sérios problemas como alagamentos constantes e condições de acessibilidade no limite”, acrescenta.

Organizadores

A manifestação é organizada pela Acomazs (Associação Comunitária dos Moradores e Amigos da Zona Sul de Porto Alegre), a Ambi (Associação dos Moradores do Bairro Ipanema) e SAG (Sociedade Amigos do Guarujá) e organizações não-governamentais de proteção ambiental.

Apoiam a iniciativa a Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), APEDeMA-RS (Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul) e Acomba (Associação Comunitária dos Moradores do Bairro Anchieta), bem como os movimentos União pela Vida, Salve Jacuí-Guaíba, Preserva Arroio Espírito Santo, Preserva Belém Novo e Preserva Ponta do Arado – MBya Guarani, dentre outros.

(Marcello Campos)

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