Sábado, 17 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de junho de 2020
Um dos principais nomes da música nativista do Rio Grande do Sul, o gaiteiro, cantor e compositor Élio da Rosa Xavier, o “Porca Véia”, morreu aos 68 anos, na madrugada desta sexta-feira (12), vítima de parada cardíaca. Ele sofria de insuficiência renal e estava internado no Hospital Regina, em Novo Hamburgo (Vale do Sinos), onde era submetido a três sessões semanais de hemodiálise.
Nascido em Lagoa Vermelha (Região Nordeste do Estado), ele é um dos fundadores do grupo de bailes Cordiona – ainda na ativa – e gravou 21 discos e participou de diversos festivais durante décadas de uma carreira iniciada por influência familiar, afinal pais e tios também eram músicos. Essa trajetória seria respaldada por sucessos como “De Alma Serrana”, “Lembranças” e “Do Jeito que Deu”.
O artista, cujo apelido remonta aos tempos em que, antes da fama, atuava como técnico agrícola, era casado com Claudinéia Bossardi e deixa quatro filhos. Até o fim da noite, ainda não havia informações sobre horário e local do sepultamento.
Nas redes sociais, o comando do MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho) prestou uma homenagem ao músico por meio de nota oficial e de uma “live” musical no Facebook, às 19h, com a participação de artistas como Ernesto Fagundes, Gilnei Bertussi e grupo Os Monarcas.
Despedida
Porca Véia não se apresentava em bailes desde 2013, quando promoveu um grande show de despedida no Parque de Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul (Serra), com presenças de diversos colegas de profissão. A sua última performance pública foi realizada em maio passado, quando se apresentou com o filho “Porquinha” em uma transmissão na internet.
Após o evento, ele admitiu ter passado mal durante a apresentação on-line mas fez questão de ressaltar o êxito de sua iniciativa em arrecadar dinheiro, por meio do leilão de seu instrumento, para os músicos do grupo Cordiona (do qual era o diretor e um dos fundadores), sem trabalho por causa da pandemia de coronavírus.
“Não fiz o melhor mas fiz o possível”, declarou. “Infelizmente, o mal-estar que eu tive durante a transmissão acabou se refletindo em meus companheiros, tivemos alguns problemas técnicos, trabalhamos com uma equipe reduzida devido à pandemia e não conseguimos oferecer a qualidade que vocês merecem. Já estamos trabalhando para a próxima ser melhor.”
Ele prosseguiu: “Quero agradecer do fundo do meu coração por todas as palavras de apoio e carinho e a todos que, generosamente, participaram do leilão. Nosso objetivo foi alcançado, fechamos em R$ 34.500, a gaita já a caminho do novo dono e todos os colaboradores do Cordiona já estão com o dinheirinho no bolso!”.
(Marcello Campos)
Voltar Todas de Rio Grande do Sul
Os comentários estão desativados.