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Rio Grande do Sul Morre aos 86 anos o jornalista Ercy Torma, ex-presidente da Associação Rio-Grandense de Imprensa

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O jornalista sofreu um infarto do miocárdio

Foto: Divulgação
Atualmente conselheiro da entidade, Torma não resistiu a um infarto. (Foto: Divulgação/ARI)

Vítima de um infarto agudo do miocárdio, o veterano jornalista gaúcho Ercy Torma morreu na manhã desta quarta-feira (28), aos 86 anos, na clínica geriátrica onde morava em Porto Alegre. Com extensa trajetória, ele era conselheiro da Associação Rio-Grandense de Imprensa (ARI), entidade que presidiu de 1996 a 2006.

Ercy deixa a esposa Nívia e os filhos Janine, Jeferson e Juvane, frutos de seu primeiro casamento. Segundo a entidade, o sepultamento está marcado para as 10h30min desta quinta-feira, no Cemitério Jardim da Paz – estrada João de Oliveira Remião nº 1.347, bairro Agronomia (Zona Leste). O velório começou no local às 17h.

Nascido na cidade de Rio Grande (Litoral Sul) em 24 de agosto de 1934, ele dedicou os anos iniciais de sua carreira ao trabalho em veículos como os jornais “Cruzeiro do Sul” e “O Peixeiro” e as rádios Minuano e Cultura Riograndina. A transferência para a Capital ocorreu em 1968, onde deu prosseguimento à atividade de forma bem sucedida.

Torma foi repórter policial no “Diário de Notícias”, atuou nas rádios Farroupilha, Difusora e Gaúcha. A aposentadoria se deu no jornal “Zero Hora”, após 25 anos de vínculo (1969-1994) e diversas atribuições, como a coordenação de equipes do Interior do Estado.

Diversos detalhes de sua carreira foram compartilhados com alunos de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em uma longa entrevista ao projeto “Vozes do Rádio”, em 4 de outubro de 2005. O conteúdo por ser conferido no site eusoufamecos.uni5.net.

Nota de pesar

A ARI divulgou em seu site uma nota de pesar pelo falecimento de seu integrante, assinada pelo presidente José Nunes e pelo também integrante do Conselho Deliberativo da entidade, João Batista Filho. No texto, a homenagem ao “inestimável legado de defesa da liberdade de imprensa e de amor ao jornalismo”.

De acordo com seus colegas, o período de Ercy Torma como presidente da Associação foi marcado pela busca de uma atuação social mais ampla e participativa, a exemplo do “Fórum de Gestão Ambiental”, realizado anualmente.

Outro aspecto motivador de admiração por colegas de várias gerações é a aposta permanente na realização do “Prêmio ARI” de jornalismo, a mais tradicional honraria concedida à imprensa no Rio Grande do Sul, contribuindo para incentivar, valorizar e recompensar profissionais e veículos do setor.

“Ercy Torma era um indivíduo agregador, pessoal e profissionalmente. Sem falsas promessas ou demagogia, ele sempre buscou entender e atender demandas, buscando solucionar questões direta ou indiretamente relacionadas ao seu meio de atuação”, destacou o jornalista e amigo de longa data Batista Filho, que também presidiu a ARI.

(Marcello Campos)

 

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