Terça-feira, 11 de agosto de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Morre o jornalista José Roberto Guzzo, aos 82 anos

Compartilhe esta notícia:

Guzzo foi vítima de um infarto.

Foto: Reprodução
Guzzo foi vítima de um infarto. (Foto: Reprodução)

O jornalista e colunista José Roberto Guzzo morreu, na manhã deste sábado (2), aos 82 anos. Guzzo foi vítima de um infarto. A informação é da revista Oeste, da qual ele é um dos fundadores.

Guzzo iniciou sua carreira como repórter do jornal Última Hora de São Paulo, em 1961. Cinco anos depois, foi trabalhar no Jornal da Tarde, que acabara de ser lançado pelo Grupo Estado, do qual foi correspondente em Paris.

Foi na Editora Abril, porém, que Guzzo trabalhou a maior parte da carreira. Em 1968, fez parte da equipe fundadora da Veja, como editor de Internacional, e depois foi correspondente em Nova York. Cobriu a guerra do Vietnã e acompanhou a visita pioneira do então presidente americano, Richard Nixon, à China, em 1972. Foi o único jornalista brasileiro presente ao encontro de Nixon com o líder chinês Mao Tsé-Tung.

Em 1976, aos 32 anos, Guzzo assumiu a direção da Veja, que ocupou até 1991. Neste período, a publicação saiu do vermelho e sua circulação passou de 175 mil exemplares para quase 1 milhão, o que a levou ao quarto lugar no ranking das maiores revistas semanais de informação do mundo, atrás apenas das americanas Time e Newsweek e da alemã Der Spiegel. Por sua habilidade de transformar um texto enfadonho em algo agradável de ler apenas com retoques pontuais, ganhou o apelido de “mão peluda” na redação.

Em 1988, passou a acumular a direção da Veja com o cargo de diretor-geral da Exame, encarregado de reinventar a revista. Deixou a Veja em 1991, encerrando um ciclo na revista. Depois de um ano sabático, voltou à ativa, dedicando-se exclusivamente à Exame, primeiro como diretor editorial e depois como publisher. Nos 11 anos em que esteve à frente da revista, transformou-a na publicação mais rentável, em termos relativos, da Abril.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

5 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Miltch Mitch
2 de agosto de 2025 13:28

Se vai uma excelente jornalista.
Pena que os bostas, que hoje estão por aí em ZH, folha, RBS, globo e alguns no O sul não seguiriam o mestre Guzzo.

Rodinei Mandelli Sanini
2 de agosto de 2025 15:02

Grande perda.
Fez parte dos raros e bons jornalistas atuais.

Fernando Krause
2 de agosto de 2025 21:53

Excelente jornalista, uma perda irreparável para a democracia desta nação corruPTa!

Juarez Fogliatto
3 de agosto de 2025 02:18

Jornalista competente e autêntico, comentarista esclarecido, profissional preocupado com os destinos do Brasil. Uma perda lamentável!

Celso Casarin
3 de agosto de 2025 09:22

Uma lástima. Um dos raríssimos jornalistas com mente clara e coragem de dizer a verdade sobre o que está acontecendo nesse pobre País. Não se vendeu. A democracia real e única perdeu um pilar. Nós todos perdemos!

“Pai” da Ficha Limpa alerta o Supremo sobre decisão do ministro Gilmar Mendes que gera “flexibilização inadequada” da lei
Brasil perde para a Polônia e disputará o 3º lugar da Liga das Nações de vôlei
Pode te interessar
5
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x