Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de maio de 2017
Nesta segunda-feira (1º), em pleno Dia do Trabalhador, um operário da construção civil morreu. A vítima foi identificada como Leonardo Vitolla, de 22 anos. Segundo a Polícia Civil, dois funcionários trabalhavam na demolição de uma residência, na rua Santos Neto, em Porto Alegre, quando uma das paredes caiu sobre um deles, por volta das 15h. O trabalhador morreu no local. O outro funcionário não ficou ferido. Esse foi o primeiro acidente fatal deste ano na área abrangida pelo STICC (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil), que acompanhou o caso.
O presidente da entidade, Gelson Santana, se dirigiu ao local poucas horas após o acidente. O STICC dará todo o apoio, que lhe for cabível, à família da vítima. “Um ser humano, um trabalhador morreu. Temos agora mais uma família sem um ente querido. O STICC, com seus técnicos em segurança, batalham incansavelmente para evitarmos esse tipo de situação”, disse. “Essa foi a primeira morte do ano. Nossa meta é que nenhuma ocorra. Nenhuma morte pode ocorrer”, desabafou. Foi aberto um inquérito de acidente de trabalho com morte, e a investigação ficará a cargo da 8ª Delegacia de Polícia.
De acordo com o balanço do STICC, de 2010 a 2016, 29 pessoas morreram só em Porto Alegre. O número chega a 40 quando contabilizados os municípios abrangidos pela entidade. Em 2010, foram três mortes; 2011, com seis; 2012, com uma morte, em 2013, com cinco; 2014 foram oito óbitos; 2015, com duas vítimas fatais; e em 2016 foram quatro mortos na capital gaúcha.
Um balanço divulgado pela Justiça do Trabalho mostrou que o Rio Grande do Sul registrou 331 mortes no trabalho em 2016, o que representa que um trabalhador morreu a cada 26,4 horas. Desse total, 67% são homens e 33% mulheres. A maior parte dos registros atinge pessoas entre os 20 e os 39 anos. Além disso, o número de óbitos no trabalho vem aumentando ao longo dos últimos anos: em 2013 foram 380; em 2014, 293; e em 2015, 309.
O Dia do Trabalho em Porto Alegre foi marcado por mais uma morte na construção civil. O operário Leonardo Vitolla , de 22 anos, acabou sendo soterrado quando trabalhava na demolição de uma casa no bairro Petrópolis. Na última quinta-feira (27.04) balanço divulgado pela Justiça do Trabalho informou que o Rio Grande do Sul registrou 331 mortes de trabalhadores em diversos setores em 2016, ou uma morte a cada 26 horas, aproximadamente. Nos últimos anos, mais de 20 trabalhadores perderam a vida nos canteiros de obras apenas na Região Metropolitana de Porto Alegre. “ O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre continuará sua luta em favor da vida e da segurança do trabalhador para que fatos como esse não se repitam. Infelizmente, temos mais um dia 1º de maio sem motivos para ser comemorado”, destaca Gelson Santana, presidente da entidade.
O dirigente sindical sublinha que a reforma trabalhista é um dano na proteção dos trabalhadores pois , sindicatos combativos e prestadores de serviço – no caso do Sticc- ficarão impossibilitados de exercer a defesa dos fundamentos dos direitos sagrados dos trabalhadores.
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