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Brasil Morre gaúcho de 102 anos de idade que lutou na Segunda Guerra Mundial

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José João Pereira nasceu em São Pedro do Sul. (Foto: Arquivo Pessoal)

José João Pereira foi o primeiro a se manifestar entre uma porção de jovens soldados que se reuniam no batalhão do Exército na cidade gaúcha de Bento Gonçalves. Um passo à frente que o fez atravessar o Atlântico até a Itália.

A noiva, Cacilda, não gostou da ideia de o futuro companheiro lutar na Segunda Guerra Mundial. Chegou a romper o compromisso antes da partida do jovem voluntário após alguns meses de treinamento no Rio de Janeiro.

Nascido em São Pedro do Sul, José João conheceu o trabalho cedo, o que o fez conhecer a farda tarde. Estava dedicado às plantações de arroz no Uruguai quando alcançou a idade do alistamento, que acabou adiado.

Chegou à Europa no início de 1945. Soube logo no desembarque sobre a tomada de Monte Castello – principal batalha com participação das tropas brasileiras. Uma doença repentina também atrapalhou os planos de combate.

Ao se recuperar, ficou cerca de oito meses na companhia de engenharia da FEB (Força Expedicionária Brasileira). Apesar de ser um homem de poucas palavras, lembrava com frequência das histórias da época. O destaque era sempre o retorno ao Brasil, que teve a presença do então presidente, Getúlio Vargas.

José João se estabeleceu na cidade de Santa Maria com Cacilda, que reatou o noivado logo depois da volta do companheiro. Ele trabalhou na Esso e nos Correios até se aposentar como subtenente do Exército aos 69 anos.

Morreu na última segunda-feira, aos 102 anos, em decorrência de um tumor. Viúvo, deixa quatro filhos, dez netos, dez bisnetos e uma trineta.

Conflito

A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo — incluindo todas as grandes potências — organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em estado de “guerra total”, os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares.

Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 a mais de 70 milhões de mortes.

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