Domingo, 07 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 9 de julho de 2016
O presidente americano, Barack Obama, decidiu encurtar sua viagem a Europa depois do ataque em Dallas, nos Estados Unidos, onde cinco policiais foram mortos por um franco-atirador que pretendia vingar os abusos das forças de segurança contra os negros, o que reaviva o doloroso debate da questão racial.
Obama, que visitaria a Espanha a partir deste sábado (09) e até a segunda-feira (11), reduziu a viagem ao continente europeu para estar no início da próxima semana no cenário da tragédia, Dallas, a convite do prefeito da cidade texana, Mike Rawlings. O presidente chamou na sexta-feira o ataque de “perverso, calculado e desprezível”.
Ao mesmo tempo, os apelos de calma e tolerância se multiplicam nos Estados Unidos, um país em estado de choque com o massacre de policiais, aparentemente cometido por um atirador solitário, com um desejo de vingar os abusos das forças de segurança contra os negros. O vice-presidente Joe Biden afirmou neste sábado que, “como americanos, estamos feridos por todas estas mortes”.
Os agentes mortos e os feridos “estavam protegendo os que protestavam pacificamente contra as injustiças raciais no sistema criminal de justiça. Estas pessoas marchavam contra o tipo de imagens chocantes que vimos em St. Paul e Baton Rouge – que temos observado com muita frequência em outras partes – de muitas vidas negras perdidas”.
Os líderes do movimento Black Lives Matter (As Vidas dos Negros Importam) condenaram a violência, ao mesmo tempo que confirmaram a realização das manifestações previstas para o fim de semana.
“Black Lives Matter luta pela dignidade, a justiça e a liberdade. Não pelo assassinato”, afirmou a organização. Nesta sexta-feira (08) aconteceram manifestações em Houston, Nova Orleans, Detroit, Baltimore e San Francisco, após as mortes de dois negros em ações da polícia durante a semana, em operações filmadas na Louisiana e em Minnesota. (AG)
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