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Mundo Moscou tem recorde de novos casos de coronavírus, que triplicam em duas semanas impulsionadas pela variante indiana

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Até o momento, a Rússia aplicou a primeira dose em apenas 13% de sua população e as duas, em 10%. (Foto: Reprodução)

Em duas semanas, os casos de covid-19 na Rússia aumentaram 50%, impulsionados pela variante Delta, originária da Índia, que segundo a Organização Mundial da Saúde, vem se tornando dominante no planeta. A piora em território russo, disse o Kremlin, é não só culpa da cepa, mas também do “niilismo” daqueles que optam por não se vacinar.

Mais de 9 mil dos 17.262 casos registrados no país nesta sexta-feira (18) foram diagnosticados em Moscou, o maior número para a cidade desde o início da pandemia e o triplo do registrado há duas semanas. Na Rússia como um todo, morreram 453 pessoas, maior quantia desde 18 de março.

O prefeito da capital, Sergei Sobyani, prorrogou as restrições impostas no início do mês até ao menos o dia 29. Eventos com mais de mil pessoas continuarão banidos e os restaurantes e cafés precisarão fechar suas portas às 23 horas.

A capital também fechou a fan zone nos arredores do estádio Luzhniki — área comemorativa para que fãs de futebol possam acompanhar os jogos da Eurocopa.

“Eu não queria fazer isso, mas nós precisamos”, disse Sobyanin. “Vamos suspender temporariamente todos os eventos de entretenimento de massa e precisaremos fechar salões de dança e as fan zones”.

Mais cedo nesta semana, o prefeito já havia dito que a nova onda tem uma “dinâmica diferente das anteriores” e que “89,3% dos moscovitas recentemente diagnosticados” foram infectados pela mutação Delta.

‘Niilismo’

Questionado sobre o porquê do surto, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, culpou a baixa taxa de vacinação, as mutações do vírus e o “total niilismo” de parte da população. Até o momento, a Rússia aplicou a primeira dose em apenas 13% de sua população e as duas, em 10%.

Ao contrário de outras nações com a vacinação atrasada, o caso russo não se explica pela escassez de doses: o país já aprovou quatro vacinas feitas domesticamente e é um dos maiores exportadores de imunizantes do planeta.

Em muitos casos, as injeções estão disponíveis em lojas de departamento. Algumas regiões do país oferecem dinheiro vivo, enquanto outras fazem sorteio de carros e até mesmo de um apartamento.

Historicamente, há no país grande hesitação diante de novos produtos médicos, em especial os desenvolvidos domesticamente, e um significativo movimento antivacinação. A desconfiança nas autoridades de saúde é outro fator que não favorece a campanha de imunização russa.

Diante disso, Moscou vem tomando medidas mais drásticas: nesta semana, anunciou que a vacinação será compulsória para todos que trabalham no setor de serviços, iniciativa que vem sendo copiada por outras regiões. Nesta sexta, a capital russa disse também que pessoas não vacinadas não poderão receber tratamentos não emergenciais nos hospitais da cidade.

Sobyanin disse ainda que outra etapa vital é começar a aplicar terceiras doses nas pessoas já vacinadas — afirmando que tomou a sua na semana passada, dois anos após receberá as doses iniciais. Ainda não está claro por quanto tempo a imunidade garantida pelas vacinas anti-covid durará, ou como ele vai variar entre os diferentes inoculantes — logo, o experimento russo deverá ser acompanhado com atenção pela comunidade internacional.

Avanço 

Não é só na Rússia que a variante Delta causa problemas: a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, disse nesta sexta que ela está caminhando para ser dominante no planeta.

A principal autoridade sanitária da Alemanha disse que a variante deve ser tornar dominante no país até “no máximo o outono” (primavera no Hemisfério Sul). Segundo Lothar Wieler, diretor do Instituto Robert Koch, “não é uma questão de se a Delta vai se tornar dominante, mas quando isso vai acontecer”.

No Reino Unido, a cepa é responsável por um aumento de 120% dos diagnósticos em 14 dias. Apenas na última semana, os casos relacionados à variante quase dobraram, passando de 33.630 mil para 75.953. Hoje, segundo as autoridades sanitárias, cerca de 99% dos casos sequenciados e genotipados no Reino Unido são agora da variante Delta.

As internações aumentaram na última semana: o país registrou 806 novas pessoas hospitalizadas, 423 a mais que nos sete dias anteriores. Entre elas, 527 não foram vacinadas, enquanto 84 receberam a imunização completa de duas doses.

Os dados mais recentes são consistentes com as pesquisas que indicam que as duas doses manterão cerca de 9 em cada 10 pessoas que contraem a doença fora do hospital, em média. A dose única, contudo, seria eficaz para conter apenas 33% dos casos sintomáticos.

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