Sábado, 07 de março de 2026
Por Bruno Laux | 2 de março de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O Ministério Público Federal recomendou a suspensão imediata do licenciamento ambiental do Projeto Natureza, da CMPC, em Barra do Ribeiro, até que as comunidades indígenas locais sejam formalmente ouvidas. A orientação enviada à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e aos órgãos indigenistas federais exige o cumprimento da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), garantindo o direito à consulta prévia e informada ao povo Mbyá Guarani. O MPF argumenta que o complexo de celulose impacta dezenas de aldeias e pode provocar danos hídricos e pressão fundiária severa no bioma Pampa. Para o procurador Ricardo Gralha Massia, o resultado dessa oitiva deve ter caráter vinculante, podendo inviabilizar o empreendimento em caso de veto das lideranças locais. O movimento ocorre em meio a críticas de ambientalistas, que defendem a ampliação do debate sobre o projeto diante de supostas falhas no Estudo de Impacto Ambiental.
Liberação prisional
Alvos da segunda fase da Operação Lamaçal, o ex-prefeito de Lajeado Marcelo Caumo e a empresária Lorena Mercalli tiveram suas prisões temporárias revogadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região na noite dessa segunda-feira (2). O desembargador Loraci Flores de Lima, do TRF4, acatou o pedido de liberdade apresentado pela própria Polícia Federal, que considerou os depoimentos colhidos suficientes para o estágio atual do inquérito. Mesmo em liberdade, os investigados continuam sob a mira das autoridades, que apuram supostos desvios em recursos federais destinados ao amparo de vítimas da enchente de maio de 2024. Como medida cautelar, o tribunal impôs a proibição estrita de contato entre os envolvidos para não prejudicar o andamento das investigações sobre suspeitas de sobrepreço e direcionamento de contratos.
Pautas do Campo
A Federação da Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) formalizará junto ao governo federal a cobrança por respostas a pautas do setor, com ênfase na criação de uma política estruturante para a pecuária leiteira gaúcha. O objetivo é assegurar a viabilidade financeira e a segurança de uma atividade que atravessa crise profunda no Estado. Em assembleia na última semana, a entidade também deliberou pelo ingresso de uma nova ação judicial contra a Bayer, questionando cobranças de royalties e multas na moega consideradas abusivas. Paralelamente às pautas econômicas, a federação projeta o fortalecimento de uma campanha de enfrentamento ao feminicídio no meio rural, visando ampliar a proteção e a conscientização das mulheres diante do recente aumento de casos registrados no interior gaúcho.
Suplentes na Mesa
Começou a tramitar na Câmara de Porto Alegre o projeto de resolução que visa flexibilizar as regras para a composição da Mesa Diretora da Casa. A proposta permite que suplentes em exercício – substituindo titulares licenciados para cargos de secretariado municipal – possam integrar o colegiado em qualquer cargo, exceto na presidência. O texto estabelece uma trava de segurança, vedando essa participação no último ano da legislatura para evitar instabilidades institucionais no período eleitoral. Além da mudança administrativa, o projeto revoga a exigência de nomes parlamentares compostos, permitindo que os vereadores utilizem apenas um nome se assim desejarem. A iniciativa da própria Mesa Diretora justifica que as alterações buscam respeitar a identidade pública dos parlamentares e facilitar a organização das bancadas diante de convocações do Executivo.
Cessão do Gasômetro
A Prefeitura de Porto Alegre e a Superintendência do Patrimônio da União assinaram nessa segunda-feira o contrato de cessão de uso da Usina do Gasômetro por um período de 21 anos. O documento, que permite renovação pelo mesmo prazo, abre caminho para um edital de transição visando o uso provisório do espaço até que a futura parceria público-privada assuma a gestão definitiva. Como contrapartida, o município se comprometeu a realizar a reforma estrutural da icônica chaminé, com investimento estimado em R$ 4 milhões, além de construir a Praça das Oliveiras. O acordo assegura a manutenção do prédio como patrimônio cultural com acesso gratuito ao público e a reserva de datas para projetos tradicionais, como a Usina das Artes. Nas próximas semanas, a gestão Sebastião Melo deve republicar o edital da PPP, já ajustado pela SP Parcerias conforme as novas exigências estabelecidas pelo governo federal. (Por Bruno Laux)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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Só no Brasil mesmo!
Um empreendimento de Bilhões, gerando milhares de empregos e milhões em impostos e riqueza para a região, paralisada por causa de um “povo” que talvez nem exista mais como comunidade!
O colunista Laux faz um bom jornalismo. Só peça em não citar o partido dos corruptos de direita. Favor fazer essa correção. No mais, tudo certo. Imparcialidade e ética é muito importante para a democracia. Teus coleguinhas cabo eleitoral da direita golpista fazem questão de botar o partido( Pt) , mas também não citam os partidos do meliantes da direita golpista.
Era só o que faltava pedir permissão para Índio vagabundo que vivem as nossas contas, não planta um pé de mandioca para seu sustento. Pode verificar vivem de bolsa família esse preguiçosos.
Calma Magda. Os índios eram os donos do Brasil antes do descobrimento. Nós invadimos e tiramos seus terras. É importante que se repete os nativos. Chamar índio de vagabundos não é uma boa tática. Os latifundiários querem as terras para plantar soja, poluir tudo é depois exportar os produtos e encher os bolsos de meia dúzia de fazendeiros. E o povo que vive num país rico, cada vez mais pobre . Te liga jacaroa.