Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de outubro de 2022
Uma mulher foi filmada enquanto usava o banheiro de um posto de gasolina na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela percebeu e, com a ajuda do marido, conseguiu flagrar o frentista que a gravava. O homem foi demitido por justa causa.
O episódio ocorreu na última sexta-feira (14), na Lagoa. A dentista Laíris Gonçalves de Aguiar voltava da praia com o marido e um casal de amigos quando decidiram abastecer o carro. Ela aproveitou para ir ao banheiro.
“Achei um pouquinho estranho porque era subterrâneo e tinha um buraco em cima do vaso”, lembrou Laíris. “Estava me secando, quando olho para cima e vejo um celular preto me gravando. Gritei, e meu esposo veio correndo”, narrou.
Laíris contou que o marido rapidamente identificou quem a filmava. “Meu esposo foi atrás. O frentista ficou nervoso, começou a tremer e a negar. Mas conseguimos pegar o telefone e vimos o vídeo de 10 segundos que mostrava o vaso e eu me levantando”, descreveu.
A polícia foi chamada, e todos foram para a 14ª DP (Leblon). Segundo a Polícia Civil do RJ, o frentista prestou depoimento em termo circunstanciado pelo crime de registro não autorizado de intimidade sexual, e o caso foi encaminhado para o Juizado Especial Criminal.
A pena para esse tipo de crime varia de 6 meses a 1 ano.
Por meio de nota, a Vibra, empresa que administra o posto, afirmou que o funcionário foi demitido por justa causa. Disse ainda que se solidariza com a vítima e vai acompanhar a condução do caso junto ao revendedor, solicitando providências para que esse tipo de situação não se repita.
“Além disso, a companhia reforçará em toda a sua rede revendedora os valores que prezamos enquanto empresa e cidadãos para que casos do tipo não se repitam”, emendou.
Laíris disse nesta segunda-feira (17) que está com medo e traumatizada pela situação.
“É uma indignação total. Horrível a sensação. É traumatizante, não desejo pra ninguém. É um dano psicológico surreal. Eu estou com medo agora 24 horas e não confio mais em banheiro público. Fica meu alerta para as mulheres”, disse a dentista.
A delgada Juliana Ferreira da Silva, responsável pela investigação do caso, disse que casos como esses devem ser denunciados para que os criminosos possam ser punidos.
“Se a gente nunca expuser, isso nunca vai parar de acontecer. Então acho que o correto é realmente, mesmo tendo muito medo, é a gente falar sobre, denunciar, é gritar como ela fez”, explicou a delegada. As informações são do portal de notícias G1.
Os comentários estão desativados.