Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de agosto de 2016
Uma mulher que passou quase um mês sozinha em uma cabana de uma trilha de caminhada remota, depois que seu companheiro morreu em uma queda, falou sobre o sofrimento angustiante que viveu. Pavlina Pizova disse que testemunhou o último suspiro de Ondrej Petr e que passou duas noites congelantes ao lado do corpo do amado antes de partir em busca de abrigo em uma cabana do lago Mackenzie, na Ilha do Sul da Nova Zelândia.
Angústia.
“Como vocês podem imaginar, o último mês foi angustiante para mim”, disse a cidadã da República Tcheca, em uma coletiva de imprensa em uma delegacia de Queenstown. O casal se perdeu durante uma nevasca forte que cobriu as marcações da trilha, o que levou seu parceiro a sofrer uma queda mortal. “As condições eram extremas”, disse. “Durante esse tempo fiquei extremamente gelada, exausta, e meus pés congelaram.” Pavlina contou ter tentado sair da cabana algumas vezes durante o mês passado, mas que a exaustão e as avalanches no trajeto a convenceram que era mais seguro esperar e torcer por um resgate.
Resgate.
“Pavlina tomou a decisão certa de ficar onde estava e esperar ser resgatada”, afirmou o inspetor de polícia Olaf Jensen. Ela só foi encontrada porque uma consulesa da República Tcheca, Vladka Kennett, viu “uma postagem aleatória no Facebook” sobre parentes angustiados no país de origem e informou as autoridades. Pavlina alertou os viajantes que pretendem percorrer trilhas nas montanhas da Nova Zelândia a se informarem sobre as condições climáticas extremas do inverno antes de iniciarem sua jornada. “Estou ciente de que cometemos alguns erros – não comunicar nossas intenções a alguém, não levar um localizador pessoal e subestimar o clima do inverno”, disse. (AG)
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