Quinta-feira, 09 de Abril de 2020

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Bem-Estar Mulheres de 40 anos consomem mais antidepressivos

Cerca de 5,8% dos brasileiros sofrem de depressão e 9,3% de ansiedade. (Foto: Reprodução)

O consumo de antidepressivos no Brasil cresceu 23% entre 2014 e 2018, de acordo com um estudo da Funcional Health Tech, líder em inteligência de dados e serviços de gestão no setor de saúde. Para Eduardo Tancredi, psiquiatra e sócio da eCare Life, grupo focado em melhorar os cuidados com a saúde mental, ainda é cedo para dizer que houve um aumento no número de pessoas com depressão a partir desses dados.

Na eCare, por exemplo, houve um aumento de aproximadamente 220% no número de pacientes nos últimos cinco anos. “Hoje, as pessoas estão mais informadas e isso contribuiu para reduzir o preconceito em relação às doenças mentais e aumenta a procura de tratamento”, diz o psiquiatra.

Ainda segundo o levantamento, feito com base em 327.000 clientes da empresa, mulheres na faixa de 40 anos são as que mais utilizam esse tipo de medicamento. “Estatisticamente, a mulher corre um risco de depressão até três vezes maior do que os homens. A variação do estrogênio está diretamente relacionada à química da serotonina e de outros neurotransmissores”, diz Tancredi. Fatores como stress, crise econômica e o fato de as mulheres serem mais abertas a procurar ajuda – em comparação com os homens – também contribuem para esse dado.

Dados da Funcional Health Tech mostram que os medicamentos psiquiátricos mais vendidos são antidepressivos, analépticos (drogas estimulantes do sistema nervoso central), sedativos e ansiolíticos (usados no controle da ansiedade). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais ansioso e estressado. Cerca de 5,8% dos brasileiros sofrem de depressão e 9,3% de ansiedade.

Jovens

O levantamento cita também o uso de medicamentos para ansiedade, depressão e sedativos entre jovens, principalmente adolescentes. Entre pessoas de 15 a 17 anos, o crescimento nas taxas de consumo chega a 21,31%.

“Isso não necessariamente representa aumento dos índices de transtornos mentais, mas talvez uma sociedade mais medicalizada, que tem maior dificuldade em suportar dificuldades e desafios. Além disso, é fato que a doença mental está sendo mais diagnosticada e notificada”, afirma Marcelo Niel, médico psiquiatra e doutor em Ciências pela Unifesp.

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