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Economia Mulheres sofrem mais do que os homens com a crise do custo de vida

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A desigualdade de gênero no bem-estar financeiro cresceu significativamente desde 2021. (Foto: Reprodução)

As mulheres estão mais sujeitas do que os homens a serem atingidas pela crise do custo de vida por estarem protegidas por margens financeiras menores, segundo uma pesquisa da empresa de cobranças Intrum.

A desigualdade de gênero no bem-estar financeiro cresceu significativamente desde 2021, de acordo com a enquete com 24.000 consumidores em toda a Europa, disse a Intrum.

“Nossa pesquisa mostra que as mulheres estão mais preocupadas do que os homens sobre como o aumento do custo de vida afetará suas finanças diárias”, disse Anna Zabrodzka-Averianov, economista sênior da Intrum.

“E, infelizmente, há razões para essa maior ansiedade com as contas”, disse ela. “Com margens financeiras e amortecedores claramente menores em média, as mulheres estão sentindo uma pressão relativamente mais forte do aumento acentuado do custo de vida.”

De acordo com a pesquisa, 62% das mulheres relatam um impacto cada vez mais negativo em sua situação financeira devido ao aumento das contas, um salto em relação aos cerca de 48% em 2021. Os percentuais para os homens são 54% e 42%, respectivamente.

As reservas financeiras das mulheres são menores do que as dos homens e elas conseguem economizam menos dinheiro a cada mês, disse a Intrum.

Chefe de família

Há muitos anos a expressão “chefe de família” deixou de ter uma conotação masculina. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a quantidade de mulheres responsáveis por bancar os domicílios brasileiros cresce a cada ano. E atualmente, quase metade dos lares brasileiros é sustentada por mulheres. São mais de 34 milhões de domicílios onde a única ou maior parte da renda vem das mulheres.

E em um contexto de grave crise econômica, sobretudo com a inflação e o custo de vida corroendo o poder de compra dos brasileiros, a situação das mulheres frente à crise parece ser de maior cautela e pessimismo do que a dos homens.

No ano passado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um estudo feito pelo Instituto FSB Pesquisa com uma amostra representativa da opinião pública brasileira, que mostra que as mulheres percebem com maior gravidade o atual momento da economia do país. De acordo com a pesquisa, 68% das mulheres brasileiras avaliam o atual momento da economia como “ruim” ou “péssimo”. Esse percentual é de 59% entre os homens.

E o pessimismo já se reflete no apetite para o consumo. De acordo com a mesma pesquisa realizada pelo Instituto FSB Pesquisa, o grau de redução de gastos domésticos também é maior entre o público feminino, em comparação com o masculino, sendo que prospectivamente, para os próximos seis meses, quase metade das mulheres (43%) afirmam que ainda devem reduzir mais os gastos familiares. Apenas 35% dos homens pretendem diminuir os gastos.

Para completar, também há mais mulheres com medo de perder seus empregos do que homens: 42% delas afirmam ter um medo “grande ou muito grande” em comparação com 37% deles. As informações são da agência de notícias Bloomberg e da revista Exame.

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