Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2017
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reforçou nesta sexta-feira (07) a mensagem dada pelo presidente Michel Temer ao desembarcar em Hamburgo, na Alemanha, para participar da cúpula do G20. “A economia vai bem”, disse Meirelles a jornalistas diante do hotel Le Méridien.
Temer havia dito, horas antes, que a “crise econômica no Brasil não existe”. “Pode levantar os dados e você verá que estamos crescendo no emprego, estamos crescendo na indústria, estamos crescendo no agronegócio. Lá não existe crise econômica”, declarou o chefe do Executivo.
Meirelles admite que haja “uma certa diminuição no nível da confiança”, causada pela crise política, mas insiste no funcionamento das instituições – um mantra deste governo – e que a administração continua trabalhando intensamente pela aprovação das reformas econômicas.
O governo Temer tem se mobilizado para barrar na Câmara dos Deputados a denúncia de corrupção passiva contra o presidente. Meirelles disse, em Hamburgo, que “a expectativa a esta altura é de que possivelmente a denúncia não deve ser aceita”. Entre os planos para a recuperação econômica do Brasil, ele destacou o leilão de hidrelétricas, que “pode gerar um volume além do previsto”.
OCDE
Uma das principais tarefas de Meirelles durante a cúpula do G20, que reúne as principais economias do mundo, será fazer gestões diplomáticas pela entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). O governo americano tem imposto dificuldades para a expansão do órgão global.
O ministro disse, em Hamburgo, que a resistência americana não está especificamente relacionada ao Brasil. A preocupação é o inchaço da organização, com a entrada de demasiados membros. “É a preocupação maior da administração americana, e não o Brasil.”
O G20 trata sobretudo da economia, mas o contexto deste ano impõe questões políticas cruciais. Além do protecionismo, os representantes dos 19 países e da União Europeia debaterão as mudanças climáticas, as migrações em massa e o terrorismo. O evento prossegue até sábado (08).
Meirelles havia dito no dia anterior que o governo manterá a previsão de crescimento de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. No fim de junho, durante um evento em São Paulo, Meirelles chegou a dizer que a economia cresceria menos do que o esperado neste ano. O ministro afirmou, à época, que a previsão de crescimento do PIB em 2017 seria “um pouco menor” que 0,5%.
No dia 30 de junho, o IBGE divulgou que o desemprego no Brasil chegou a 13,3% e atinge 13,8 milhões de pessoas, dado considerado estável pelo instituto em comparação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2016, por outro lado, houve alta de 20,4%, com um adicional de 2,3 milhões de pessoas desocupadas. A produção industrial cresceu em maio pelo segundo mês seguido. A recuperação, porém, é considerada “pouco vigorosa” pelo IBGE.
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