Sábado, 31 de Outubro de 2020

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Brasil Para Bolsonaro, na parte econômica, o Brasil foi o país que melhor se saiu durante a pandemia

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Presidente participou da Convenção Evangélica das Assembleias de Deus. (Foto: Carolina Antunes/PR)

Ao participar na manhã deste sábado (19) da Assembleia Geral da Convenção Evangélica, no Distrito Federal, o presidente Jair Bolsonaro declarou que o Brasil foi o país que melhor enfrentou a pandemia do novo coronavírus no âmbito econômico.

“Passamos uma grande provação, ou melhor, estamos no final dela. Na parte econômica, o Brasil foi o que melhor se saiu. Quis o destino também que na área de saúde, aos poucos, ao se deixar de politizar a única alternativa que nós tínhamos, começou-se a salvar mais vidas no Brasil”, disse ao fazer um discurso aos fiéis”, disse, sem citar a alternativa em questão.

Um dia depois de reclamar das políticas de isolamento social, dizendo que “isso é para os fracos” e que ficar em casa é uma “conversinha mole”, o presidente declarou, no discurso deste sábado (19), que diante do momento difícil não poderia se “esconder em um palácio”.

“Estamos aqui para mais do que tomar decisões, para estar ao lado do povo. Como estive no início da pandemia, em Taguatinga, em Ceilândia, entre outros municípios do Brasil e sempre fui criticado, que devia ficar em casa. Não pode num momento difícil, eu me esconder em um palácio. Eu sou igual a vocês: ou estou na frente e junto, ou não estou fazendo bom papel”, afirmou. Bolsonaro disse ainda que espera que o Brasil retome a normalidade ainda em 2020.

Cobrança

Após ouvir cobrança de uma mulher sobre o preço alto do arroz, o presidente Jair Bolsonaro reforçou que o governo não cogita tabelar o preço do alimento. “O Ministro da Justiça foi atrás de informações sobre o preço do arroz. Nunca sequer pensamos em tabelar algo. Isso nunca deu certo”, escreveu Bolsonaro em sua conta pessoal no microblog Twitter.

Mais cedo, o presidente fez um rápido passeio pela Praça dos Três Poderes, depois de participar de um evento religioso. Paradas rápidas por pontos de Brasília durante os finais de semana são comuns na agenda do presidente, mas desta vez o presidente ouviu uma cobrança.

Debaixo de sol, o chefe do Executivo conversou brevemente com pessoas, usando terno e gravata, e segurando um picolé na mão esquerda. “Presidente, não esquece o arroz”, disse uma mulher, que não foi identificada. “O arroz tá muito caro, Bolsonaro”, completou. “Se os problemas do Brasil… é só o arroz, tá resolvido”, respondeu o presidente fazendo sinal de “joia”, sem dar mais detalhes.

O pedido da apoiadora escancara a insatisfação popular com a disparada recente do preço do arroz, um dos principais componentes do prato do brasileiro. O aumento da demanda interna e externa pelo produto foi influenciado pela pandemia do novo coronavírus e refletiu em alta no preço.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, já avisou que, apesar dos esforços do governo em negociar com produtores e zerar tarifas de importação até dezembro, o atual patamar de preços só deve baixar mesmo a partir de 15 de janeiro, quando entrar a safra brasileira. “E tudo indica que será uma safra muito boa, pelo que estamos vendo. Teve aumento de área e deve ter de produtividade”, afirmou a ministra.

Na semana passada, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, anunciou a redução total, até o final do ano, da alíquota de importação para uma cota de 400 mil toneladas de arroz. Em declarações recentes sobre o assunto, Bolsonaro negou a possibilidade de interferência no mercado e de tabelamento de preços.

Como o Broadcast/Estadão mostrou, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do Ministério da Agricultura que coordena o estoque de alimentos no País, a decisão de zerar a alíquota de importação deve ter efeito a partir do próximo mês. A expectativa é reduzir a instabilidade nos preços, que chegaram a subir mais de 100% nos últimos dias.

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