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Política Na presidência do Supremo, Rosa Weber mantém relatoria de orçamento secreto, aborto e perdão da pena do deputado Daniel Silveira

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Ministra assumiu a presidência do tribunal nesta semana. Presidentes do STF podem optar por quais processos vão continuar responsáveis

Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Ministra Rosa Weber afirmou nesta quinta-feira (03) que a Justiça Eleitoral garantiu mais uma vez a "regularidade" e a "normalidade" do processo eleitoral. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Rosa Weber, formalizou, nesta quarta-feira (14), que vai permanecer na relatoria de processos que têm repercussão na a sociedade e podem testar a relação da Corte com o Legislativo e Executivo.

Mesmo no comando do Judiciário, a ministra decidiu manter sob sua supervisão os processos que tratam de: emendas de relator, o chamado orçamento secreto; descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação; indulto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro para extinção da pena do deputado Daniel Silveira.

Pelo regimento do Supremo, o ministro que assume a Presidência repassa os processos de seu gabinete para o ministro que deixou o comando do tribunal– nesse caso, o ministro Luiz Fux.

O novo presidente, no entanto, pode escolher quais processos quer manter sob sua relatoria. É papel do relator, por exemplo, definir quando um processo será liberado para julgamento.

Ministros avaliam reservadamente que, ao permanecer com as relatorias, a ministra indica que pode querer julgar esses casos até o fim da sua gestão, em outubro do ano que vem, quando se aposenta ao completar 75 anos.

Orçamento secreto

Orçamento secreto foi o nome informalmente dado às emendas parlamentares repassados aos estados sem critérios claros ou transparência. Foi o voto de Rosa Weber que levou o plenário do Supremo a suspender temporariamente esses pagamentos e determinar que o Congresso criasse um sistema para dar publicidade aos gastos. Os repasses foram liberados posteriormente.

O Supremo ainda precisa discutir se essa modalidade de liberação de recursos é constitucional. Nesta semana, a Corte recebeu novos pedidos para suspender a execução desse tipo de verba.

Aborto

Rosa Weber também é responsável por uma ação que questiona a legalidade do aborto em até 12 semanas de gestação. Atualmente, o aborto é autorizado no Brasil em três situações: se houver risco de morte para a mulher por causa da gestação; se a gravidez foi provocada por estupro; se o feto é anencéfalo (sem cérebro)

Em 2017, o PSOL entrou com uma ação pedindo liberação do aborto para grávidas com até 12 semanas de gestação. O partido questiona a criminalização do aborto, citada nos artigos 124 e 126 do Código Penal de 1940.

A norma, segundo o partido, viola preceitos fundamentais da dignidade da pessoa humana, da cidadania, da não discriminação, da inviolabilidade da vida, da liberdade, da igualdade, da proibição de tortura ou tratamento desumano ou degradante, da saúde, entre outros.

Indulto a deputado bolsonarista

Outras três ações mantidas por Rosa Weber envolvem a constitucionalidade e legalidade do indulto individual concedido pelo presidente Jair Bolsonaro perdoando a pena do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado a oito anos e nove meses de prisão pelo Supremo. Os ministros vão avaliar se o perdão representou, por exemplo, desvio de finalidade, ou seja, se quebrou o princípio da impessoalidade.

Silveira foi condenado por estímulo a atos antidemocráticos e ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal e a instituições. Ainda teve decretada a perda do mandato e dos direitos políticos, e multa de cerca de R$ 200 mil.

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13 Comentários
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Mauro Oliveira
15 de setembro de 2022 10:16

Mimimi mimimi mimimi de jumento

Léo Hard P
15 de setembro de 2022 00:45

Q retardado tu és credo!

Miltch Mitch
14 de setembro de 2022 23:19

Faca na bota? Ela pode passar por cima da constituição? Ela tem arma? Ela é um super herói?
Para de dizer besteira.
Ela é uma servidora pública com o cargo de defender a constituição.

Vanderlei Ochoa
14 de setembro de 2022 20:00

Essa é “faca na bota”, Que bozo e sua turminha golpista NÃO SE METAM A BESTA…

Artur Borba
14 de setembro de 2022 20:16

Faca na bota. Kkkkkkkkk faz me rir.

Eduardo Rodrigues
14 de setembro de 2022 22:45

A serviço do Ladrao

Eduardo Rodrigues
14 de setembro de 2022 22:46

Estafeta do Cabeça de Pingola

Marcos Freitas
14 de setembro de 2022 22:49

Nomeada pela “presidenta”. O que se poderia esperar de novidade?

Felix Etchegaray
14 de setembro de 2022 22:57

Parabéns Ministra.Vai em frente!!

Eduardo Rodrigues
14 de setembro de 2022 23:21

Os adoradores da ditadura monocrática . Vocês são uma piada de porão de DCE

Denise Goulart de Munhós
15 de setembro de 2022 00:16

Como quem a nomeou, perderá a oportunidade de ser uma mulher que faz a diferença!

MB Comodoro
15 de setembro de 2022 03:23

Ainda bem que vai se aposentar, porque não tem mais nada a fazer no STF, assim como os demais colegas de faxão.

José Costa
15 de setembro de 2022 11:00

Eu gostaria de dizer que tenho orgulho da nossa Suprema Corte. Mas o sentimento que tenho em relação àquela casa é de vergonha. Se não se tratasse de algo tão sério, eu diria que lá estão concentrados os melhores humoristas do nosso país nos dias atuais. Eu, um leigo, tenho dificuldades em entender algumas coisas que lá acontecem. Como diria Roberto Carlos: tudo está tão certo como dois e dois são cinco. E é assim que boa parte daqueles semideuses interpreta a nossa Constituição. Lastimável.

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