Segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 3 de junho de 2018
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Os caminhoneiros não pararam, as estradas jamais foram bloqueadas, ninguém ficou horas nas filas em postos de combustíveis para abastecer, os preços se mantiveram intactos e o transporte coletivo seguiu a rotina de sempre. Nenhum brasileiro sofreu prejuízo no direito de ir e vir. A arrecadação de impostos permaneceu a de sempre.
Deve ter sido a síntese dos boletins recebidos pelo presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, onde costuma meditar. Com base nas informações lunáticas de seus assessores, decidiu manter a tática de oscilações quase diárias nos preços dos combustíveis.
Optam pela confusão
Por mais que os economistas da Petrobras justifiquem a necessidade de obedecer às cotações do dólar e do petróleo no mercado mundial, é preciso escapar da desordem em que se transformou a tabela nos postos.
Perdido nas nuvens
Distante da realidade e sem capacidade de perceber riscos, Temer deve se achar suficientemente forte para sustentar a política de confusão dos tecnocratas. Está cavando mais um buraco, além dos já existentes.
Contra oportunistas
Falta na Grande Porto Alegre um disque-denúncia para os postos de combustíveis que mordem na veia jugular dos consumidores, aproveitando-se dos equívocos do governo.
Vale para outras regiões do Estado onde o golpe é o mesmo.
Queda
Os que aplaudiram a greve dos caminhoneiros silenciam diante da informação de que a queda na receita de impostos do Estado não ficará em torno de 150 milhões de reais este mês.
Têm que provar
Candidatos ao governo do Estado, que prometem pagar em dia os salários dos servidores públicos, em caso de vitória, devem tomar iniciativas:
1ª) descrever o modo como atingirão o que hoje é impossível;
2º) registrar o compromisso em cartório, dizendo que não usarão, em nenhuma hipótese, a desculpa do “não sabia”.
Taxa do medo
Dirigentes de partidos seguem enfrentando dificuldades para encontrar candidatos, com bom potencial de votos, dispostos a concorrer. A maioria alega que não quer se expor ao risco de ter o nome incluído, sem saber, numa lista de suspeitos por eventual doação eleitoral fora da lei. A garantia que isso não acontecerá é a tarefa mais difícil.
Distorção
A tradução literal da palavra inglesa marketing para o Português é mercadologia. Relaciona-se com algo do comércio, dos consumidores e não da cidadania e da gestão pública. Hoje, candidatos estão em busca do melhor marketing eleitoral para formatar slogans, logotipos e jingles. Ficam em segundo plano os projetos para conquistar a confiança dos que vão votar.
Estão chegando
Representantes de magnatas mundiais do jogo gostam de se aproximar de países às vésperas de eleições. Têm sempre algo a oferecer por baixo do pano para retorno futuro. Os projetos de reabertura de cassinos dormem em gavetas de Brasília.
Há 90 anos
A 3 de maio de 1928, a Assembleia dos Representantes (hoje Legislativa) reuniu-se extraordinariamente, convocada pelo governador Getúlio Vargas. Examinou a mensagem em que era pedida autorização para empréstimo no exterior e criação de banco, que viria a ser o do Estado do Rio Grande do Sul.
Não muda nada
Cuba prepara o que chama de revisão constitucional. O documento inicial diz que “vai ratificar agora, mais do que nunca, a unidade nacional e o papel do Partido Comunista como vanguarda organizada e força dirigente superior da sociedade e do Estado.”
Quer dizer, nenhuma chance para o contraditório.
Ingratidão
Deu no site: “Henrique Meirelles rejeita rótulo de candidato governista.”
Enquadra-se na operação sai debaixo.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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