Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de fevereiro de 2021
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que na próxima semana deve vir uma nova substituição de autoridade, aos moldes da indicação pelo governo federal para a presidência da estatal Petrobras, anunciada na véspera.
“Eu tenho que governar, trocar as peças que porventura não estejam dando certo. E se a imprensa está preocupada com a troca, na semana que vem teremos mais”, disse o presidente durante cerimônia de escola militar em Campinas (SP).
Ele afirmou também que há problemas que lhe cabem a necessidade de tomar uma posição. “Vocês aprenderão rapidamente que pior que uma decisão mal tomada, é uma indecisão”, disse aos alunos. Ainda sobre uma eventual nova troca de autoridades, Bolsonaro disse que não lhe falta coragem para decidir, pensando no bem maior da nação.
“O mais fácil é se acomodar, é se aproximar daqueles que não têm compromisso com a pátria e se usufruir de benesses. Da nossa parte, da minha parte e dos meus ministros, isso não ocorrerá”, acrescentou.
Na sexta-feira (19), Bolsonaro usou sua conta no Facebook para divulgar uma nota assinada pelo Ministério de Minas e Energia indicando o nome do general Joaquim Silva e Luna para assumir os cargos de conselheiro e presidente da Petrobras após o encerramento do mandato do atual CEO da companhia, Roberto Castello Branco.
O anúncio que indica uma mudança no comando da estatal marca o ápice de uma crise entre Castello Branco e Bolsonaro, após o executivo da petroleira ter batido de frente com o presidente em temas relacionados a preços de combustíveis e caminhoneiros. A empresa efetuou uma alta de 15% no diesel, contrariando interesses da cúpula do governo.
Aprovação
A indicação do general da reserva do Exército Joaquim da Silva e Luna para a presidência da Petrobras, feita pelo presidente Jair Bolsonaro, precisa passar pela aprovação do Conselho de Administração da estatal. O órgão tem 11 integrantes. Dois deles são militares da reserva.
Sete integrantes são indicados pelo acionista controlador, que é a União; três nomes vêm dos outros acionistas, e o último é escolhido pelos empregados da Petrobras.
Os 11 membros foram eleitos em Assembleia Geral Ordinária em julho para um mandato de até dois anos, admitidas no máximo três reeleições consecutivas.
A Petrobras informou que o conselho tem reunião ordinária prevista para a esta terça-feira (23) – a pauta do encontro não foi divulgada.
Os comentários estão desativados.