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Geral Racionamento de gasolina na Venezuela faz motoristas trocarem vibrador e outros itens pelo produto

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(Foto: BBC)

Motoristas venezuelanos só podem abastecer ou comprar 30 litros de gasolina por semana no país. O motivo do racionamento é devido ao produto ser o mais barato e com maior abundância na Venezuela. Mas, esse quadro está chegando ao fim com as sanções financeiras dos Estados Unidos à estatal petrolífera PDVSA.

A explicação para isso é a alta desvalorização do produto e da moeda, o Bolívar, o que torna mais caro realizar uma refeição do que abastecer. Para se ter noção, com US$ 1 (R$ 3,88) é possível comprar 600 milhões de litros do combustível, ou seja, um equivalente à 240 piscinas olímpicas. Com um saco de arroz, no valor US$ 3,90, pode-se comprar 223,2 milhões de litros de gasolina.

Assim, as filas para abastecer nos postos de combustíveis se formam, e pessoas chegam a passar dias esperando. Quando o posto já não tem mais gasolina, os cidadãos venezuelanos são obrigados a procurar um novo posto, e enfrentar uma nova fila.

Humberto Trejo, de 60 anos, foi um dos venezuelanos que ficou na fila por quatro dias. Ele faleceu na segunda-feira (3) de infarto enquanto esperava para abastecer, de acordo autoridades regionais.

Nos postos, qualquer objeto ou alimento pode ser usado para pagar pelo combustível. Em entrevista a BBC, um frentista venezuelano deu exemplos dos itens mais comuns e inusitados que são usados como moeda de troca. Entre eles estão sacos de arroz, bolachas, caixas de banana, canetas e até vibradores.

Frentista mostra caneta que recebeu como pagamento pelo combustível. (Foto: BBC)

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