Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2020

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Celebridades Na véspera do Miss Universo, a Miss Brasil pediu o fim da violência contra as mulheres

"Queremos direitos e oportunidades, respeito, espaço. Não vamos tolerar ser violadas, agredidas, assediadas", escreveu Julia. (Foto: Reprodução/Instagram)

A Miss Brasil, Julia Horta, participou do tradicional desfile de Trajes Típicos do concurso Miss Universo, cuja final ocorre neste domingo (8), em Atlanta (EUA). Julia surpreendeu ao usar um figurino em homenagem ao futebol feminino brasileiro, em especial a Marta Silva, maior jogadora de todos os tempos. Ela aproveitou a ocasião para protestar e, com um cartaz branco escrito em vermelho, pediu o fim da violência contra a mulher.

“O Brasil é internacionalmente conhecido pelo futebol, por isso resolvi representá-lo no Miss Universo. Mas, mais do que isso, quis fazer uma homenagem ao futebol FEMININO, em especial à nossa admirada Marta Silva que é detentora do recorde de títulos de melhor jogadora do mundo, sendo um recorde não só feminino, mas também entre os homens”, escreveu ela em seu Instagram.

“Nós, mulheres, merecemos ser valorizadas pelo nosso trabalho! Marta usou a Copa do Mundo deste ano para fazer o seu apelo pela equidade de gênero e agora estou aqui no Miss Universo, a maior plataforma que tive a oportunidade de usar até hoje, fazendo o meu. Queremos direitos e oportunidades, respeito, espaço. Não queremos, não merecemos e não vamos tolerar ser violadas, agredidas, assediadas. O Brasil ainda está no top 5 de países em que mais se matam mulheres no mundo. E a violência acontece em todo o canto! Por conta disso, mais uma vez é importante dizer: STOP VIOLENCE AGAINST WOMEN”, continuou no texto em suas redes sociais.

Concurso

Em um formato enxuto, com apenas dez dias de confinamento e um cronograma de atividades escasso, a edição deste ano do Miss Universo está dividindo opiniões. A final terá 90 candidatas.

No palco, o humorista americano Steve Harvey – aquele do erro do anúncio da vencedora em 2015 –, será o apresentador pela quinta vez consecutiva.

“Vai ser [um concurso] relâmpago. O confinamento é muito curto comparado aos anos anteriores, que tiveram de duas a três semanas. Além disso, as misses quase não estão saindo do hotel, o que é chato pois favorece quem tem ‘peso de faixa’ [melhor classificadas nos últimos anos] e oculta candidatas que poderiam se sobressair com o tempo”, comenta o missólogo Will Pinheiro, idealizador do Blog Mundo Miss Oficial.

De opinião oposta, João Ricardo Camilo Dias, curador do blog Miss Brazil On Board, considera que tais pontos são positivos. “O concurso fica dinâmico e as meninas mais concentradas. Também se torna menos enfadonho para todo o mundo. Resta saber como será o show dentro de um estúdio e sem uma grande plateia. Apesar do cenário ser clean e dinâmico, o que é ideal para desfiles”, diz ele sobre o recém-inaugurado Tyler Perry Studios, que sediará a final.
Ainda assim, ambos concordam que o pano de fundo das críticas são mudanças estruturais dentro do Miss Universo e a luta contra a queda de repercussão nas últimas décadas.

“As misses eleitas não estão conseguindo o engajamento desejado e o evento perde assim propostas e patrocinadores”, analisa Pinheiro. No cenário maximizado, Camilo observa além: “Há rumores de que a empresa que organiza o concurso estaria em processo de reestruturação e pode ter novos proprietários. Então não se sabe como vai ser no ano que vem”, diz.

O Miss Universo é considerado uma das mais importantes competições de beleza do planeta ao lado do Miss Mundo, e chega à sua 68ª edição com um formato desgastado. Desde que o presidente americano Donald Trump vendeu os direitos do concurso em 2014, o certame vem tentando com muito afinco ser “pop” e inclusivo.

Porém, a organização deve ter percebido que é vital para o evento, e também seu maior desafio, mudar a fama jurássica de propagador da objetificação do corpo feminino.

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