Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de julho de 2017
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O presidente Michel Temer declarou que “a população vai compreender o aumento de imposto”. Para quem paga um dos mais altos tributos do mundo e tem retorno reduzido, a declaração não tem sentido. Os contribuintes compreenderiam e aplaudiriam se fosse formado, no Palácio do Planalto, um comitê de emergência para analisar cortes de despesas, reduzindo o déficit público. Deixando como está, nas mãos de tecnocratas em gabinetes fechados, brevemente vão aconselhar o presidente a assinar mais um aumento de imposto.
VALOR RELATIVO
À medida em que aumentam os rombos dos governos federal, estaduais e municipais, ficam mais evidentes as dúvidas: os gestores se importam com o orçamento? Ou consideram uma peça de ficção, que pode ser equiparada à História da Carochinha?
IR ALÉM DO DISCURSO
O País precisa discutir uma profunda reforma fiscal, porque a carga tributária é proibitiva e o ritmo de crescimento dos gastos públicos, insustentável. Um quadro incompatível com o pretendido equilíbrio das contas.
NÃO PAGAVA
José Maria Alkimin era o ministro da Fazenda no governo Juscelino Kubitschek. Com frequência, recebia políticos que reclamavam do risco da inflação. Para cada um, abria um armário onde guardava pilhas de papeis e apresentava como o seu Plano de Economia.
Depois, explicava: “São processos com assinaturas do presidente para liberação de verbas. Porém, não pago, não solto o dinheiro e assim combato a inflação. Governo não corta verba nem corta despesa. Governo corta pagamento, que é outra coisa bem diferente.
TERRA DO JEITINHO
Para conseguir maioria na votação da Câmara dos Deputados, o governo federal abre a torneira das emendas parlamentares. Havendo ou não dinheiro.
ESTÁ EM FORMA…
O ministro Henrique Meirelles não esconde que sonha em ser presidente da República. Se isso ocorrer, o seu gabinete no Palácio do Planalto precisará de um sofá confortável. Ontem, dormiu durante discurso de Temer na reunião da Cupúla do Mercosul.
CONFERINDO UM POR UM
Dia 2 de agosto, os deputados federais decidirão sobre o pedido de autorização para processar o presidente Temer no Supremo Tribunal Federal. Os governistas estarão com a calculadora na mão. Para a abertura da sessão, haverá necessidade de 51 parlamentares no plenário e 342 para iniciar a votação.
ENGUIÇOU
Com os grandes partidos envolvidos em denúncias, o projeto de eternização no poder, elaborado estrategicamente, vai para o arquivo. Incluía a compra de políticos, a capitulação de antigos rivais, o assaltos aos cofres públicos e a mistura vergonhosa do dinheiro público com o privado.
RADIOGRAFIA
O jornalista Alberto Dines escreveu em agosto de 2013 e cada vez se confirma mais: “O corporativismo é uma forma de exclusão, fragmentação da sociedade em camadas seletivas, autêntico sectarismo, tribalismo modernizado. É uma incapacidade de enxergar o todo – o bem comum, a comunidade – em benefício dos grêmios privados.”
DIFERENÇA
Na Itália, há foro privilegiado só para o presidente da República. No Brasil, até prefeitos de micro-municípios têm tratamento especial.
FRANQUIA CONCORRIDA
Do Oiapoque ao Chuí, multiplicam as máquinas de ineficiência do setor público.
FORMATO
A Democracia é barulhenta e um pouco mal-educada. Acusar, xingar e exagerar faz parte do jogo.
TROCA DE RUMO
Em Política, quando todos pensam que vai ocorrer o inevitável, acontece o inesperado.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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