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Esporte Um nadador australiano de 99 anos de idade bateu um recorde mundial

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Corones estabeleceu o tempo de 56,12 segundos. (Foto: Reprodução)

O nadador australiano George Corones, de 99 anos, bateu o recorde mundial de 50 metros livre na categoria para homens da faixa etária de 100 a 104 anos na seletiva para o campeonato australiano para os Jogos da Commonwealth de 4 a 15 de abril, mês em que ele completará um século de vida.

Corones estabeleceu o tempo de 56,12 segundos, na quarta-feira, na piscina Gold Coast Aquatic Center, que hospedará a natação nos Jogos. O nadador foi único concorrente em sua categoria e a organização do evento permitiu que ele nadasse antes dos demais para que justamente tentasse romper o registro do grupo de idade 100-104 de um minuto e 31,19 segundos estabelecido em 2014 pelo britânico John Harrison.

“Quando estou competindo, nada existe acima da água”, disse o nadador à emissora australiana “7 News”.

Ele já era conhecido no país por seu talento no esporte. O australiano não conseguiu, porém, reivindicar os recordes mundiais de curta duração anteriores devido à falta de equipamentos operacionais automatizados na piscina.

Corones disse à “Australian Broadcasting Corporation” em 2013 que nadava bastante quando era jovem, mas a Segunda Guerra Mundial o forçou a parar. Ele retomou a prática esportiva aos 80 anos.

Rio de Janeiro

Lá se vão dez anos desde a travessia que mudou não só a vida do nadador Luiz Lima como também impulsionou um esporte que tem a cara do Rio: a natação no mar. Atleta olímpico e pan-americano de 400, 800 e 1500 metros, Lima caiu de amores pelo mar quando abandonou as disputas na piscina. Chegou a ser pentacampeão da Travessia dos Fortes, prova de 3,5 km, na Praia de Copacabana, e tricampeão da Travessia das Cagarras.

Em 2008, deu a guinada decisiva. Assistindo a uma homenagem na TV ao ídoloTim Maia, pensou: “Por que não? por que não nadar do Leme ao Pontal?” Os 35 km não são moleza. Não à toa, o percurso nunca tinha sido completado por nenhum nadador. Mesmo para um atleta como Lima não era fácil. Sua maior distância até então tinha sido 10 km.

Depois de treinar até 80 km por semana, no dia 14 de dezembro de 2008 ele deu a largada no Leme a uma hora da manhã e chegou às 10h no Pontal. Foram nove horas nadando na água gelada. Teve cãibra, foi atingido por água viva, mas chegou na praia feliz. “Foi a coisa mais emocionante que eu fiz na vida.”

O sucesso da empreitada animou Lima. Com o apoio de patrocinadores, fincou no ano seguinte sua tenda no Posto Seis, em Copacabana, para ensinar o carioca a nadar no mar. No mesmo ano, começou a ser disputado o Circuito Rei e Rainha do Mar. Na última edição, em dezembro do ano passado, quatro mil nadadores amadores se lançaram no mar para disputar as provas de 1 a 10 km, além de corrida na areia e corrida de stand up paddle.

Competições como o Rei e Rainha atraíram a atenção de gente interessada em treinar no mar. Hoje, entre o Posto Seis e o Cinco, em pouco mais de 500 metros, existem outras seis assessorias esportivas que dão aulas de natação. “Quem nada ao ar livre valoriza a liberdade”, acredita Lima.

 

 

 

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