Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Os primeiros resultados do referendo de domingo apontam para negativa da população da Bolívia em conceder a possibilidade do quarto mandato para o presidente Evo Morales.
Se o resultado se confirmar, terá fim o reinado do tiranete que chegou ao poder há dez anos e impôs o populismo, levando o país à bancarrota.
Seguiu o modelo chavista da Venezuela que, por sua vez, teve Fidel Castro como inspirador.
O freio na tentativa de se perpetuar como presidente afastará o fantasma da insegurança jurídica, circunstância que assusta não só as empresas como os cidadãos da Bolívia. Em diversas ocasiões, Morales declarou que “segurança jurídica e ambiente de negócio são palavras horríveis”.
Ele tem experiência: em 2006, nacionalizou a exploração dos negócios de petróleo e gás no país. Ordenou a ocupação pelo Exército dos campos de produção das empresas estrangeiras no país, entre elas a Petrobras. Quanto à indenização, nenhum centavo. Não é difícil imaginar o prejuízo para a estatal brasileira.
A Humam Rights Watch (HRW) constatou em relatório recente que o acúmulo de poder e a eliminação das garantias institucionais intimidam, censuram e castigam os que se opõem a Morales.
A HRW, Organização Não-Governamental, tem sede em Nova Iorque e escritórios em Amsterdã, Beirute, Berlim, Bruxelas, Chicago, Genebra, Londres, Moscou, Paris, São Paulo Tóquio e Toronto.
A escalada do autoritarismo na América Latina deve sofrer novo revés. Primeiro foi a derrota de Cristina Kirchner na Argentina. Morales não será o último.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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