Segunda-feira, 05 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral “Não acho que serei despedido nos próximos meses”, diz o ministro da Economia

Compartilhe esta notícia:

O ministro sustentou que a PEC traz previsibilidade para o planejamento orçamentário nos próximos 20 anos. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (20) que esta é uma boa hora para vir para o Brasil, após ressaltar que não haverá abandono ao teto de gastos, que o governo segue engajado em sua agenda de modernização de marcos regulatórios e que vai criar um mecanismo de hedge cambial para investidores de longo prazo.

Dando sequência a participações recentes feitas em eventos para investidores, ele disse, desta vez na Milken Institute Global Conference, que o País está sendo mal interpretado quanto ao seu compromisso com o meio ambiente e com os indígenas.

“Eu não acho que serei despedido nos próximos meses, como o antigo ministro da Fazenda, e eu acho que é hora de vir para o Brasil”, afirmou. “É o lugar certo para bom dinheiro, dinheiro para horizonte de longo prazo, investimento privado”, completou.

Guedes destacou que o país manterá a agenda de reformas, atualização de marcos regulatórios e privatizações. “Será um grande erro não investir no Brasil”, disse.

Para o ministro, é natural que a taxa de câmbio fique mais alta, enquanto os juros são mais baixos. “Estamos há um ano e meio sem corrupção no governo, e isso nunca aconteceu antes. É normal que a taxa de juros caia e a taxa de câmbio aumente, mas os investidores estrangeiros podem ficar tranquilos que teremos bons mecanismos de hedge [proteção]”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo não vai aumentar a carga tributária. “Não vamos aumentar impostos no Brasil, vamos reduzir tributos das empresas”, disse Guedes. Ele acrescentou o governo quer criar imposto sobre dividendos e simplificar o sistema tributário no Brasil.

A primeira parte da reforma tributária foi enviada pelo governo em julho deste ano, com a unificação de tributos na futura Contribuição sobre a Receita decorrente de Operações com Bens e Serviços (CBS), com alíquota única de 12%.

A equipe econômica estuda ainda mudanças no Imposto de Renda, cobrança de alíquota sobre lucros e dividendos e proposta para desonerar a folha de pagamento das empresas em troca da criação de uma contribuição sobre transações.

Guedes disse ainda que o país vem sendo “mal interpretado” no que diz respeito a questões ambientais. Ele lembrou que, no passado, foi considerado importante “ocupar o território” da Amazônia, o que é mal visto até hoje, mas não é possível tirar a população. Ele disse ainda que é preciso haver políticas para preservar e transformar a região.

De acordo com o ministro, é difícil controlar todo o território da Amazônia devido ao tamanho da região, “maior do que a Europa”. “Nossa bandeira é verde e amarela, somos verdes, temos as matrizes energéticas mais limpas do mundo”, enfatizou Guedes.

Na conferência, o ministro lembrou que 65 milhões de pessoas foram bancarizadas (tiveram acesso ao sistema bancário) durante a pandemia de Covid-19, com o pagamento do auxílio emergencial em conta digital criada pela Caixa Econômica Federal.

“O Brasil é uma democracia digital. Na pandemia, digitalizamos 64 milhões de pessoas. Quanto vale um banco que tem 64 milhões de pessoas que foram bancarizadas pela primeira vez e serão leais pelo resto da vida? Estamos planejamento um IPO [oferta pública de ações] deste banco digital”, disse Guedes. As informações são da agência de notícias Reuters e da Agência Brasil.

 

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pessoas físicas já doaram mais de 140 milhões de reais nestas eleições
Embaixador do Brasil nos Estados Unidos diz que a decisão sobre o 5G deve sair no ano que vem
Pode te interessar