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Colunistas Não aos pedágios

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A construção de novas praças de pedágio reduzirá ainda mais a competitividade da economia gaúcha

Foto: divan Rosa/EGR
A construção de novas praças de pedágio reduzirá ainda mais a competitividade da economia gaúcha. (Foto: Edivan Rosa/EGR)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A imposição de pedágios em nosso Estado é um verdadeiro golpe no bolso dos gaúchos. O Brasil já figura entre os países com a maior carga tributária do mundo, e os gaúchos já pagam altas taxas de impostos.

Agora, seremos obrigados a arcar com um custo adicional que deveria ser custeado pelos cofres públicos do Estado. Essa medida só aumenta o peso sobre os cidadãos e as empresas, que já enfrentam dificuldades em um cenário econômico desafiador. A construção de novas praças de pedágio reduzirá ainda mais a competitividade da economia gaúcha, cuja participação na economia brasileira vem diminuindo ao longo das últimas décadas.

Ao ampliar significativamente os custos de transporte, o governo promove o desestímulo ao investimento privado e à expansão dos negócios no Estado, incentivando empresas a transferirem suas operações para estados vizinhos, onde as condições de logística são mais vantajosas. Isso é um tiro no pé para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

E a situação é ainda mais alarmante quando analisamos os números. Conforme estudo realizado pela Fetransul, a partir do novo plano estadual, para cada R$ 1,00 pago no novo pedágio, apenas R$ 0,38 serão destinados a investimentos, enquanto R$ 0,27 serão usados para pagar impostos. Essa é a mão pesada do governo sobre o cidadão. O Rio Grande do Sul tem o maior custo logístico do Brasil, 21,6% do PIB, chegando a 22,82% na serra gaúcha, refletindo desafios estruturais que impactam diretamente a competitividade do Estado.

Enquanto os custos logísticos no país já são elevados, representando entre 12% a 15% do PIB, no Rio Grande do Sul essa porcentagem é ainda mais significativa. Em comparação com países como os EUA e nações da Europa, onde os custos logísticos giram em torno de 7% a 9% do PIB, a ineficiência do Estado se destaca.

A imposição de pedágios só agrava esse cenário, encarecendo ainda mais o transporte de mercadorias e prejudicando a competitividade do Estado. Para tentarmos barrar essa medida, protocolei a criação da Frente Parlamentar contra os Pedágios dentro do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado do Rio Grande do Sul e conto com o apoio de todos para impedirmos essa ação do governo estadual de destruir o RS.

Paparico Bacchi, deputado estadual

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Anderson Cardoso da Silva
20 de fevereiro de 2025 20:13

Esta muito caro tem que diminuir os preços , imagina sem pedágio ?
Quanto custaria recuperar uma rodovia ? é a propina rolaria solta..
Esperimente viajar na rodovia federal de brasilia a valparaiso pra ver..

Denise Goulart de Munhós
22 de fevereiro de 2025 00:18

O esquerdista panga bigodudo mandou de forma contundente e literalmente a Ford e a Havan embora quando foi governador entre 1999 e 2003; já o esquerdista caviar, Dudu Milk, está mandando empresas se retirarem do RS de forma dissimulada, criando empecilhos e impostos.

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