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Política Não aprovado para ser ministro do Supremo, saiba por que o advogado-geral da União, Jorge Messias, entende que não deve permanecer no atual cargo

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Circula em Brasília o rumor de que Messias poderia substituir o ministro da Justiça. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Jorge Messias avisou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que deixará o comando da Advocacia-Geral da União (AGU) após o Senado rejeitar sua indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). A conversa ocorreu no Palácio da Alvorada poucas horas depois da derrota histórica do governo no plenário da Casa, com 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis à sua nomeação para a Corte.

Segundo fontes que acompanharam o diálogo, Messias disse a Lula que não terá condições de lidar diretamente com integrantes do Congresso e do Supremo que trabalharam ativamente contra sua nomeação. É função inerente ao advogado-geral da União despachar frequentemente com ministros do STF e manter interlocução com senadores, além de deputados e outras autoridades da República.

Em bom português, Messias quis dizer ao presidente que não quer ver mais essas pessoas nem se estiverem pintadas de ouro.

Segundo relatos feitos sob reserva, Lula pediu a Messias que pensasse melhor sobre a ideia de deixar a AGU durante o feriado e o final de semana. Mas aliados próximos dizem que o ministro segue resoluto.

Desde o início da manhã da última quinta (30) circula em Brasília o rumor de que Messias poderia substituir o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que até agora não teria dito a que veio.

A ideia também chegou a ser apresentada a Messias. Mas, questionado por interlocutores ao longo do dia, o ministro da AGU negou ter sido sondado . Homem de confiança de Lula, Messias integra o governo desde a posse do petista.

Mágoas e traições

A lista de desafetos de Messias e as traições que o Palácio do Planalto tenta mapear são extensas. Mas as principais mágoas são com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, seu ex-colega de Esplanada no governo Lula.

Além de Alcolumbre, principal operador da derrocada de Jorge Messias e do presidente da República, Moraes articulou ativamente contra o advogado-geral da União, temendo que sua ida para o Supremo empoderasse demais o relator do inquérito do Banco Master, André Mendonça, que fez forte campanha pela candidatura de Messias.

Moraes acionou emissários para mandar recados a senadores que tinham processos no STF ou alguma ligação com seus aliados no Congresso para que votassem “não”.

Já Dino e Messias têm péssima relação desde que os dois disputaram a preferência de Lula na indicação para a vaga de Rosa Weber. O então ministro da Justiça e ex-governador do Maranhão venceu a briga e acabou nomeado para a Corte, mas nunca perdoou o empenho do AGU pela cadeira.

Articulação de Moraes

Embora tenha sido um dos principais alvos do bolsonarismo na sabatina de Messias, Alexandre de Moraes trabalhou contra o AGU para enfraquecer Mendonça. Caberá ao colega de plenário a homologação da delação premiada do dono do Master, Daniel Vorcaro.

A colaboração pode trazer implicações para o próprio Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, que fechou um contrato com o Master que previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais ao longo de três anos, como revelamos no blog em dezembro.

Além disso, o ministro até hoje não aceitou a decisão do presidente Lula de preterir o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em favor do chefe da AGU, que ele tentou emplacar junto com Alcolumbre.

A atuação de Moraes também impôs a Lula uma amarga derrota, já que o Senado não enterrava uma indicação para o STF desde 1894 – o que torna o petista o único presidente a passar por tal humilhação além do marechal Floriano Peixoto.

Em entrevista ao portal ICL no início do mês, Lula revelou ter aconselhado o ministro a se declarar suspeito no julgamento do caso Master para que o escândalo de Vorcaro não “enterrasse sua biografia”.

O presidente disse ainda que Moraes “obviamente sabe” que o caso Master prejudica a imagem do STF e que é preciso dar “uma explicação convincente para a sociedade”, e não “jogar debaixo do tapete achando que o povo vai esquecer”. (Com informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo)

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