Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de janeiro de 2026
Em depoimento à Polícia Federal (PF), o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou que não conseguiria citar nominalmente quem frequentava sua casa, ao ser questionado sobre relações as políticas que mantinha.
O blog da jornalista Andréia Sadi teve acesso à transcrição do depoimento dado no final de 2025 à delegada da PF responsável pelo caso que investiga fraudes ligadas ao Master.
Segundo informações que constam da transcrição feita via inteligência artificial, o dono do Master comenta sobre possuir amigos de todos os poderes, mas afirma que não era capaz de nominar individualmente quem frequentava sua residência.
Vorcaro relatou que conversou com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a proposta de venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), controlado pelo governo do DF.
Questionado diretamente se havia conversado com outras autoridades públicas — como ministros, parlamentares, secretários de Estado ou dirigentes de órgãos públicos — sobre a aquisição do Banco Master pelo BRB, Vorcaro negou.
Ele afirmou que, além do governador e das autoridades do Banco Central, não manteve diálogo com nenhuma outra autoridade a respeito do tema.
Problemas de liquidez
Daniel Vorcaro admitiu à Polícia Federal (PF) que a instituição tinha problemas de liquidez e usava o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como modelo de negócio. Segundo informações que constam da transcrição do depoimento dele, feito via inteligência artificial, o dono do Master afirmou que existia uma crise e uma pressão de liquidez. No entanto, ele afirmou que relatórios do Banco Central indicaram que isso ocorreu por pressão para mudança de regulação e por conta do mercado financeiro.
Vorcaro apontou para a PF que o plano de negócio do banco era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado nisso, até que as regras foram mudadas depois que o banco começou a crescer, ainda de acordo com seu depoimento.
Ele afirmou que a cessão de ativos tinha se tornado a principal captação do banco até o anúncio de que o Master seria comprado pelo BRB, banco público do Distrito Federal. Segundo ele, as fontes de captação foram fechadas por completo depois que o anúncio foi feito.
No depoimento, ele afirmou que o Master chegou a originar de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões por mês, mas que o tamanho foi reduzido para garantir liquidez. Um dos motivos foi uma comunicação feita pelo Banco Central em novembro de 2024, o que fez com que o Master montasse um plano de ação.
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