Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020

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Brasil Não dá para sacar apenas o lucro do FGTS; entenda como e quando retirar o valor

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Economistas temem que, sem ele, recuperação possa ser dificultada. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

No início desta semana, o conselho curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS) aprovou a distribuição de R$ 7,5 bilhões do lucro do fundo em 2019 para os trabalhadores cotistas. A quantia equivale a 66,23% do resultado global do FGTS em 2019.

O montante que será disponibilizado ao trabalhador será proporcional ao saldo que ele tinha disponível em sua conta no dia 31 de dezembro de 2019. Segundo a Caixa Econômica Federal, os valores passarão a compor o saldo das contas.

Os depósitos, equivalentes a 4,90% do valor disponível na conta do FGTS em 31 de dezembro, serão realizados até o dia 31 de agosto.

Não é possível sacar apenas o valor do lucro. A distribuição da parte do lucro também não muda as regras para saque do saldo do FGTS disponível.

Só poderão retirar a quantia total os trabalhadores demitidos sem justa causa, que encerraram contrato com prazo determinado, que pretendem dar entrada para comprar uma casa própria ou que vão se aposentar.

O governo também liberou uma nova modalidade de saque por causa da crise provocada pela pandemia de Covid-19, chamado Saque Emergencial do FGTS, disponível para todos os trabalhadores. O limite para saque nesta modalidade é de R$ 1.045.

Rentabilidade do FGTS

A rentabilidade total de 4,90% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) em 2019 superou a inflação para o ano e também os retornos obtidos com o dólar e a caderneta de poupança. A comparação foi realizada com base em dados da consultoria Economatica.

O resultado global do FGTS em 2019 foi superavitário em R$ 11,324 bilhões. Com a repartição de R$ 7,5 bilhões com os trabalhadores e o acréscimo de juros e atualizações monetárias, a rentabilidade de 2019 chegou a 4,90% para as contas no ano passado. Ainda assim, essa rentabilidade foi inferior à de anos anteriores (6,18% em 2018, 5,59% em 2017 e 7,14% em 2016).

Esse porcentual superou a inflação de 4,31% de 2019. Além disso, a rentabilidade do FGTS foi superior à registrada pelo dólar ante o real (4,02%) e pela caderneta de poupança (4,26%), conforme os dados da Economatica.

O ganho do FGTS em 2019, no entanto, foi inferior ao registrado pelo CDI (5,96%), pelas ações ordinárias da Vale (7,28%), pelo ouro (28,10%), pelo Ibovespa (31,58%) e pelas ações preferenciais da Petrobras (37,48%) – investimentos considerados de maior risco e, por isso, também sujeitos a retornos maiores.

“Essa rentabilidade total é superior a aplicações com risco e tributação semelhantes (a caderneta de poupança, por exemplo), supera a rentabilidade da inflação medida pelo IPCA no ano passado, proporcionando um ganho real aos saldos, em cumprimento ao objetivo estratégico do Fundo de preservar o poder de compra dos recursos dos trabalhadores sob o FGTS”, destacou o conselho.

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