Sábado, 11 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 14 de maio de 2017
Não é exagero dizer que a Odebrecht corrompeu todo o Brasil. Os 26 Estados do País e o DF (Distrito Federal) têm políticos locais na lista do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), ou receberam pedidos de investigação relacionados ao acordo de colaboração. Se antes Paraná, Rio, São Paulo, Pernambuco, a Justiça Federal e as cortes superiores no Distrito Federal conduziam inquéritos relacionados à operação, no pós-Odebrecht 20 Estados e o Distrito Federal terão células da Operação Lava-Jato em busca de esclarecer fatos narrados pelos executivos da empreiteira baiana.
Ao encaminhar petições ao Supremo com base nas revelações da Odebrecht, no mês passado, a PGR (Procuradoria-Geral da República) solicitou que mais de 200 casos fossem remetidos a outras instâncias judiciais. Há menções a ex-prefeitos, prefeitos e deputados estaduais, por exemplo.
Dos 215 pedidos de investigação enviados para outros Estados, o maior número (48) foi remetido à Justiça Federal no Paraná, base da Lava-Jato. A maioria trata de desvio de recursos da Petrobras e ficará sob a tutela do juiz Sérgio Moro.
Do material enviado para Curitiba, ao menos cinco petições são sobre o suposto envolvimento do ex-presidente Lula no esquema de corrupção.
Outros sete casos enviados ao Paraná tratam de ilícitos atribuídos a ex-ministros da era petista, entre eles Jaques Wagner (Casa Civil), Antonio Palocci (Casa Civil e Fazenda), atualmente preso em Curitiba, e Guido Mantega (Fazenda). Os documentos poderão embasar novos inquéritos ou reforçar o conjunto de provas de investigações já em curso.
No total, 24 senadores, de 17 Estados, estão na lista dos investigados perante o STF. Na Câmara, há 39 nomes de 14 Estados. São Paulo e Bahia têm o maior número de deputados federais investigados – 11 e 10, respectivamente. O Rio Grande do Sul tem três deputados eleitos no Estado alvos de investigação. (AE)
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