Terça-feira, 14 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 12 de junho de 2016
O Itamaraty informou que não havia registro de brasileiros entre as vítimas do ataque a uma boate voltada ao público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) na madrugada deste domingo, em Orlando, no Estado da Flórida, nos Estados Unidos. Pelo menos 50 pessoas foram mortas no ataque à casa noturna Pulse. Outras 53 foram feridas e encaminhadas a hospitais locais. O atirador foi identificado pela polícia de Orlando como Omar Mateen, 29 anos, nascido em Nova York. O FBI (a polícia federal dos EUA) informou que já tinha conhecimento dele desde 2013. Ele foi morto por agentes que invadiram o local, segundo a polícia.
Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores declarou que o “governo brasileiro recebeu com profunda consternação e indignação a notícia do ataque a casa noturna em Orlando, Flórida”. A pasta afirmou que o “Consulado-Geral do Brasil em Miami está em estreito contato com as autoridades locais e com a comunidade brasileira em Orlando”.
“Ao transmitir sua solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo norte-americanos, o governo brasileiro reafirma seu mais firme repúdio a todo e qualquer ato de terrorismo. Nenhuma motivação, nenhum argumento justifica o recurso a semelhante barbárie assassina”, conclui o comunicado.
Por meio do Twitter, o presidente interino Michel Temer também lamentou as mortes ocorridas no atentado em Orlando. “Quero lamentar enormemente a tragédia nos Estados Unidos que vitimou dezenas de norte-americanos. Expresso a solidariedade brasileira às famílias das vítimas desse atentado”, escreveu Temer.
O ataque já é considerado o pior atentado terrorista desde 11 de Setembro. “Nós sabemos o suficiente para dizer que isto foi um ato de terror e um ato de ódio”, declarou o presidente dos EUA, Barack Obama, em discurso. Obama considerou o atentado como o “tiroteio mais mortal da história americana”.
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