Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de abril de 2018
O PT reagiu à decisão da juíza Carolina Moura Lebbos, da 12º Vara Federal de Curitiba, que não permitiu a visita de dois médicos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na capital paranaense desde o último dia 7 de abril.
Em nota assinada pela presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e pelos líderes da legenda na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e no Senado, Lindbergh Farias (RJ), o PT classificou a decisão como uma “atitude mesquinha e cruel” contra Lula.
A defesa do ex-presidente pediu à juíza autorização para que os médicos Rui de Oliveira e Darley Rugeri Wollmann Junior visitassem o ex-presidente. Na decisão, a juíza afirmou que não há “indicação de urgência” para a solicitação. Ela informou ainda que, mesmo assim, já houve solicitação de informações à Superintendência da Polícia Federal, onde o petista está preso, a fim de subsidiar a análise judicial sobre o pedido da defesa.
A magistrada, que negou a possibilidade de Lula receber visitas além de seus advogados, familiares e de uma comissão do Senado, reforçou que eventuais novas solicitações devem ser direcionadas à Polícia Federal e somente serão analisadas pela Justiça após comprovação de indeferimento mediante uma representação processual.
“Não havendo requerimentos, nada a deliberar. As decisões deste Juízo encontram-se fundamentadas e em caso de inconformidade são passíveis de impugnação pela via recursal”, escreveu Carolina, em seu despacho. Na nota, o PT diz que Lula, com 72 anos, fazia exercícios e exames médicos periodicamente após tratamento contra um câncer na garganta e teria direito a assistência médica “onde quer que se encontre.”
“Consigne-se, ademais, e sempre com o devido acatamento, que a Defesa do Peticionário obteve informações de que outras pessoas que se encontram custodiadas na Superintendência da Polícia Federal no Paraná recebem atendimento de médicos por eles indicados, de forma que o pedido ora reiterado, além de necessário para preservar a saúde do Peticionário, não implicará em qualquer alteração na rotina daquele estabelecimento”, argumentam.
Troca de tapas
Deputados contra e a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quase se agrediram fisicamente no plenário da Câmara na madrugada dessa quinta-feira. Petistas partiram para cima do delegado Éder Mauro (PSD-PA), que insistia em chamar Lula de “ladrão” no plenário durante a votação de uma medida provisória. Por pouco não houve troca de tapas entre os parlamentares.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu calma para que a sessão pudesse continuar. Outros deputados também se manifestaram. “Cala a boca, peruquinha!”, gritou um parlamentar para Éder Mauro. Deputados da oposição estão em obstrução na Câmara e têm usado as sessões no plenário para fazer uma defesa ao ex-presidente e pedir a liberdade de Lula, preso desde o último dia 7.
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