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Brasil Não se constrói entendimento “à força”, disse o presidente do Senado após encontro com o futuro ministro da Economia

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"A democracia é fruto do diálogo, que leva ao entendimento. Só o diálogo pode fazer o entendimento", disse Eunício. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil)

O presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), avaliou, no fim da noite de terça-feira (13), que o entendimento entre os poderes Executivo e Legislativo só será construído por meio do diálogo, não “à força”. Oliveira deu a declaração após se reunir com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

O senador foi questionado se avalia que o encontro serviu para o novo governo demonstrar interesse em manter boa relação com o Poder Legislativo. “O Congresso é um poder independente, mas naquilo que eu possa ajudar, naquilo que eu possa avançar, naquilo que tenha divergência que eu possa segurar ou retroceder, eu não tenho nenhuma dificuldade em fazer isso. A democracia é fruto do diálogo, que leva ao entendimento. Só o diálogo pode fazer o entendimento. À força, nunca constrói”, afirmou Eunício.

Na semana passada, Guedes defendeu “prensa” nos parlamentares para o Congresso aprovar a reforma da Previdência Social. A declaração gerou polêmica, e o presidente eleito Jair Bolsonaro atribuiu a fala de Guedes à “inexperiência” do economista no meio político. “A palavra não é ‘prensa’, é ‘convencimento'”, ressaltou Bolsonaro.

A reunião

O encontro de Paulo Guedes e Eunício Oliveira foi articulado por Eduardo Guardia. O atual ministro da Fazenda alertou Guedes sobre a necessidade de uma articulação ativa com o Congresso para aprovar projetos importantes e de interesse da área econômica. Ao deixar o encontro, Eunício afirmou que teve uma conversa “amena” com Guedes e que conversou com o futuro ministro da Economia sobre assuntos de interesse do País.

“Conversamos sobre vários temas de economia, sobre futuro. Ele [Paulo Guedes] é um liberal, pensa de uma forma bastante parecida com a que eu penso do ponto de vista de que os Estados e municípios brasileiros têm que ter uma redistribuição do pacto federativo. Ele pensa assim pelo menos a médio e a longo prazo”, afirmou Eunício.

“O futuro ministro foi extremamente afável, conversa muito saudável, e muito compreendida entre as partes do funcionamento do Congresso Nacional e, obviamente, do que deseja o governo”, completou.

Petrobras

O presidente do Senado afirmou ter conversado com Guedes e Guardia sobre o projeto que permite à Petrobras transferir a outras empresas até 70% dos direitos de exploração de 5 bilhões de barris de petróleo por meio do chamado acordo de cessão onerosa. A proposta está na pauta do Senado e pode ser votada nas próximas semanas.

“Pautas-bomba”

Eunício Oliveira foi questionado sobre a análise de projetos que possam aumentar as despesas do próximo governo, as chamadas “pautas-bomba”, e respondeu: “Não tenho nenhum interesse de fazer qualquer tipo de pauta-bomba para criar problema não para o governo, mas para não criar problema para o Brasil”.

Reforma da Previdência

Oliveira disse ter conversado com Guedes sobre a reforma da Previdência e disse que, assim que a intervenção federal no Rio de Janeiro for suspensa ou encerrada, vai retomar a análise de projetos que modificam a Constituição.

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