Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de julho de 2015
Em um resultado surpreendente, o voto pelo “não” venceu o plebiscito na Grécia, rejeitando a proposta de socorro financeiro dos credores internacionais. Com 95,4% dos votos apurados, o “não” tinha 61,31% dos votos, enquanto o “sim”, cerca de 39%.
O placar amplo contrariou todas as pesquisas, inclusive as realizadas neste domingo e divulgadas após o fechamento das urnas que previam uma vitória apertada do “não”.
Com isso, os gregos rejeitaram a proposta de socorro internacional feito pelos credores, no caso, FMI (Fundo Monetário Internacional), BCE (Banco Central Europeu) e o bloco europeu. Logo após os primeiros números serem divulgados, simpatizantes do Syriza, coligação de esquerda do primeiro-ministro Alexis Tsipras, começaram a celebrar o resultado na praça Syntagma, no centro de Atenas.
A vitória do “não” representa um fortalecimento de Tsipras no seu país, já que ele convocou o plebiscito no último dia 27 depois do fracasso nas negociações em Bruxelas (Bélgica). Neste domingo, ele afirmou que “ninguém pode ignorar a vontade do povo”, e voltou a dizer que a consulta era uma vitória contra a “chantagem”.
Ao mesmo tempo, no entanto, o resultado pode aumentar a pressão para a Grécia deixar a zona do euro, principalmente se não chegar a algum tipo de acordo com o bloco nos próximos dias.
Tsipras tem dito que a Grécia não deixará a moeda única e que pretende retomar as negociações nesta segunda-feira (6) em busca de uma solução para o país. O ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, afirmou acreditar na possibilidade de um consenso em 24 horas.
A questão é como os líderes europeus vão reagir: se pretendem sentar à mesa novamente com a Grécia ou, diante do recado do povo grego, romper definitivamente as relações. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, definiram neste domingo, em conversa por telefone, que os líderes da zona do euro irão se reunir na próxima terça-feira para discutir a situação da Grécia.
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