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Mundo Xi Jinping e Putin ratificam relação “inabalável”, que resiste a turbulências mundiais

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Os dois concordaram que os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã violam o direito internacional. (Foto: Reprodução)

Os presidentes da China e da Rússia, Xi Jinping e Vladimir Putin, reafirmaram, nesta quarta-feira 20, a força de sua relação bilateral diante das turbulências do mundo, menos de uma semana depois da visita a Pequim do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Conseguimos aprofundar sem cessar a confiança política mútua e a coordenação estratégica com uma perseverança inabalável, que resistiu a mil provações”, afirmou Xi, segundo a agência de notícias Xinhua.

Putin elogiou uma relação em um “nível sem precedentes”, em particular no âmbito econômico, apesar dos “fatores externos desfavoráveis”.

Os dois presidentes se reuniram em um contexto de múltiplas crises que afetam diretamente seus países, como as ameaças de retomada das hostilidades no Golfo Pérsico, a continuidade do conflito na Ucrânia e as tensões no comércio e no fornecimento de combustíveis.

Os dois países ressaltaram a necessidade de “retomar o diálogo e as negociações o mais rápido possível” no Oriente Médio, segundo a declaração conjunta publicada pelo Kremlin.

Os dois concordaram que os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã violam o direito internacional.

China e Rússia assinam 20 acordos em encontro

Durante a reunião, os dois líderes assinaram uma declaração conjunta para coordenação estratégica abrangente. Além do documento principal, delegações da China e da Rússia assinaram 20 acordos de cooperação bilateral em diversas áreas. A China também prorrogou a política de isenção de visto para a Rússia até 31 de dezembro de 2027.

Em conversa com a imprensa, os líderes afirmaram que os dois países manterão ‘”rigorosa comunicação estratégica”. Além disso, os países devem fortalecer a cooperação energética e e acelerar a parceria em IA e inovação tecnológica. Putin também ressaltou que China e Rússia tem potencial em projetos de energia renovável.

Durante a abertura das conversas, Putin chamou o líder chinês de “querido amigo” e classificou a parceria entre Moscou e Pequim como um dos principais fatores de estabilização e dissuasão no cenário internacional. Xi Jinping retribuiu os acenos destacando a “confiança política mútua” entre as nações e cobrou o fim das hostilidades na região do Golfo.

“O fim precoce do conflito ajudará a reduzir as interrupções na estabilidade do fornecimento de energia, no fluxo suave das cadeias industriais e de suprimentos e na ordem do comércio internacional”, declarou Xi, segundo a mídia estatal chinesa.

A pauta principal do encontro de dois dias é a cooperação em segurança e energia. Com o mercado europeu restrito devido às sanções impostas pela guerra na Ucrânia, a China se consolidou como o maior parceiro comercial da Rússia e o principal comprador de seu petróleo e gás natural. Segundo dados preliminares, as exportações de petróleo russo para a China cresceram 35% no primeiro trimestre de 2026. Com informações dos portais Carta Capital e G1.

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