Terça-feira, 15 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de abril de 2021
O último dia da seletiva da natação brasileira para as Olimpíadas de Tóquio viu dois índices em provas masculinas no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio, que vieram nos 100m borboleta e nos 100m livre.
Matheus Gonche obteve a marca classificatória ao vencer a final dos 100m borboleta em 51s94, e vai pela primeira vez para o evento. Gabriel Santos, por sua vez, conseguiu a marca nos 100m livre em uma tomada de tempo depois que uma vaga na distância ficou em aberto com a suspensão de André Calvelo.
Ao todo, o país já tem 18 garantidos na natação na Olimpíada japonesa. Alguns atletas ainda terão a chance de fazer uma tomada de tempo em junho para tentar obter índices. É o caso, por exemplo, da fundista Viviane Jungblut, que testou positivo para Covid-19 a poucos dias da seletiva no Maria Lenk. O Brasil também pode aumentar seu número de classificados com os revezamentos femininos, que precisam esperar a definição dos rankings mundiais.
Antes dos feitos de Gonche, atleta do Sesi-SP, e de Gabriel, do Pinheiros, a noite derradeira da seletiva foi de frustrações. Muito aguardada, as disputas dos 50m livre no masculino e no feminino terminaram com gosto amardo.
Finalista olímpica na Rio 2016 na prova, Etiene Medeiros (que também é recordista sul-americana, com 24s45), terminou na segunda posição os 50m livre. A pernambucana fez a marca de 24s90, seis centésimos mais lenta do que a vencedora, Lorrane Ferreira (24s84).
Nenhuma delas, porém, conseguiu bater o índice, que era de 24s77. “Foi por muito pouco”, lamentou Lorrane.
Etiene, primeira nadadora brasileira a conquistar medalhas de ouro em Campeonatos Mundiais, deixa a seletiva sem índices individuais, mas deve compor os revezamentos 4x100m livre e 4x100m medley do país que irão a Tóquio.
Na versão masculina da distância, tampouco houve índices. Pedro Spajari venceu, com 22s04, abaixo da marca-limite de 22s01. Victor Alcará veio logo atrás, com 22s07, e Nicholas Santos em terceiro, com 22s21.
Assim, o único classificado do Brasil para a prova mais rápida da Olimpíada é Bruno Fratus, que na etapa de Mission Viejo do circuito americano fez 21s80 – e não veio para a seletiva nacional; ele é radicado nos Estados Unidos há sete anos.
“Só uma palavra: frustrado. Treinei muito, estou há cinco anos entalado. Não tenho nem palavras para esse tempo. Não esperava por isso. Senti muito o final”, afirmou Spajari, que já estava classificado nos 100m livre.
O primeiro índice da noite saiu, enfim, nos 100m borboleta. O jovem Matheus Gonche, de 22 anos, carimbou a vaga para Tóquio ao vencer a prova em 51s94, à frente de Kayky Mota e Vinicius Lanza.
“Na pandemia fiquei cinco meses sem poder ter contato com a piscina. Só aí consegui retomar. Umas semanas atrás, eu não acreditaria que faria esse índice”, comentou Matheus.
A conquista do jovem empolgou um pouco o parque aquático, que minutos depois viu outro índice. Este, de Gabriel Santos, nos 100m livre. Por ter sido o primeiro reserva na distância, ele recebeu a chance de nadar sozinho depois que André Calvelo, vencedor da prova dos 100m livre, teve seus resultados suspensos por causa de um teste positivo para doping. Com 48s49, ele assegurou vaga na prova individual e no revezamento 4x100m livre.
Quem já está classificado para Tóquio: Bruno Fratus – 50m livre; Guilherme Basseto – 100m costas; Guilherme Guido – 100m costas; Breno Correia – 200m livre, 4x200m livre, 4x100m livre; Fernando Scheffer – 200m livre, 4x200m livre; Guilherme Costa – 400m livre, 800m livre, 1.500m livre; Felipe Lima – 100m peito; Murilo Sartori – 4x200m livre; Luiz Altamir – 4x200m livre; Leonardo de Deus – 200m borboleta; Beatriz Dizotti – 1.500m livre; Betina Lorscheitter – 1.500m livre; Pedro Spajari – 100m livre, 4x100m livre; Gabriel Santos – 100m livre, 4x100m livre; Marcelo Chierighini – 4x100m livre; Caio Pumputis – 200m medley; Vinicius Lanza – 200m medley; Matheus Gonche – 100m borboleta.
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