Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
21°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Nem todas as drogas perigosas são proibidas nem todas as drogas proibidas são as mais perigosas

Compartilhe esta notícia:

Programa da Cooperativa auxilia quem deseja acabar com o hábito prejudicial à saúde.

Nem todas as drogas perigosas são proibidas nem todas as drogas proibidas são mais perigosas do que as permitidas. O debate sobre quais drogas devem ser proibidas e o que se pode atingir ao legalizar algumas delas tem sido razão de grandes discussões em diversos países. Veja a seguir dados científicos para fazer um levantamento sobre as drogas mais conhecidas, o seu potencial de vício e os riscos que elas oferecem.

Anfetamina e metanfetamina.

Até os anos 1970, a anfetamina foi utilizada na medicina como medicamento antidepressivo, inibidor de apetite e na terapia contra a asma. Ela inibe o cansaço, mas pode causar insônia, tremores e palpitações, levando, nos casos mais graves, a um ataque cardíaco ou a um derrame cerebral.

Como a anfetamina é principalmente inalada, o septo nasal pode se dissolver. Seu potencial de dependência é intermediário (1,67 de uma escala que vai até 3,0). Delírios paranoicos, depressão e psicose também são possíveis efeitos da droga.

A metanfetamina ou “crystal meth” é mais perigosa do que a anfetamina. Ela leva muito mais rápido à dependência. Seu potencial de dependência está entre 2,39 e 3,0, e os viciados precisam de doses cada vez maiores.

Ópio e heroína.

A heroína é feita a partir da morfina, o principal componente do ópio bruto, ou seja, é retirada da flor da papoula. A morfina é legalizada como analgésico. A substância deve ser usada somente em caso de dores muito fortes, como no caso da medicina paliativa ou também para o alívio de dores agudas após um ataque cardíaco.

Diferentemente da morfina, a heroína (potencial de dependência 3,0) age não somente de forma analgésica, mas provoca euforia e perturba o sono. Em caso de overdose, o consumo de ambas pode levar a uma parada respiratória. Esse perigo é elevado entre os viciados que usam a heroína em combinação com álcool ou soníferos.

Cocaína e crack.

A cocaína (potencial de dependência: 2,39) é uma substância extraída da planta de coca. Misturada ao fermento, obtém-se o crack. A cocaína provoca euforia, inibe a fome e a fadiga. Por muito tempo, foi a droga preferida de quem quer combinar festa com a carreira profissional. No entanto, quem cheira cocaína paga um preço alto: pulso acelerado, contração dos vasos sanguíneos, aumento da pressão arterial e risco de ataque cardíaco.

O uso prolongado pode levar de alucinações a psicose irreversível. Quem fuma cocaína destrói a mucosa oral; quem a cheira, o septo nasal. Particularmente no caso do crack, a dose letal é quase incalculável, porque a droga atua de forma mais forte do que a cocaína. Além disso, o potencial de dependência do crack (acima de 3,0) supera o da heroína, nicotina e do álcool.

LSD.

A dietilamida do ácido lisérgico ou LSD é uma droga sintética que leva a uma percepção acentuada do entorno. Nas décadas de 1960 e 1970, o LSD era visto como droga usada pelos hippies para a expansão da consciência. Em pessoas com predisposição especial, o LSD pode levar a um estado irreversível de psicose.

O perigo de um envenenamento letal, no entanto, é menor que no caso do álcool ou nicotina. Além disso, seu potencial de dependência se encontra na parte inferior da escala (1,23).

Álcool e nicotina.

Entre as drogas com “potencial de dependência moderado”, o álcool está à frente (1,93) da maconha, do LSD, de muitos soníferos, da anfetamina. Com o tempo, a dependência do álcool destrói órgãos internos, como fígado e pâncreas, além de prejudicar a musculatura e o metabolismo.

E o cigarro tem um potencial de dependência (2,21) ainda maior, sendo superado somente pelo crack, cocaína e heroína. Anualmente, entre 100 mil e 120 mil pessoas morrem devido a causas relacionadas ao cigarro.

Maconha.

Em cada vez mais países, legisladores discutem a legalização da maconha para tratamento medicinal, como analgésico ou estimulante de apetite em casos de infecção por HIV ou no tratamento do câncer. A substância THC (tetra-hidrocanabinol), encontrada na maconha, é relaxante e analgésica. Seu potencial de dependência (1,51) é considerado “médio”.

O consumo de THC leva, a princípio, a uma percepção mais intensa do entorno, principalmente da música, do paladar e da noção de tempo. Entre os típicos efeitos colaterais, está a fome aguda. No longo prazo, no entanto, o consumo de maconha pode levar à redução da capacidade de aprendizagem e raciocínio, possivelmente por uma alteração do fluxo sanguíneo no cérebro.

 

 

 

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A saliva de pacientes com câncer de boca pode ser usada para avaliar a progressão da doença
Agência americana suspende venda de 2.100 sabonetes antibacterianos
Pode te interessar