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Brasil Ninguém pode cruzar a ponte entre o Brasil e a Guiana Francesa

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Ponte foi terminada há quatro anos, mas nunca foi inaugurada, e seu uso está proibido. (Foto: reprodução)

A ponte estaiada de pilares de concreto de 378 metros de comprimento sobre o rio Oiapoque, cujas águas marcam a fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa, na selva amazônica, foi terminada há quatro anos, mas nunca foi inaugurada, e seu uso está proibido. Essa demora é um enigma para os moradores dos dois povoados remotos em ambos os lados do rio: Oiapoque na margem brasileira e St. Georges na francesa.

Ninguém na região sabe a resposta do motivo da ponte estar ali, parada. Com um custo para ambos os governos de 30 milhões de dólares, cerca de 118,5 milhões de reais, a travessia foi construída com base na premissa de que impulsionaria o intercâmbio e o desenvolvimento destes rincões perdidos do Brasil e da França. A Guiana Francesa é a última área continental sul-americana que ainda pertence a uma ex-potência colonial. E a ponte prometia reduzir o isolamento que marca sua história.

Nem as autoridades têm certeza sobre os prazos. O governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), disse que a meta para a inauguração é o final do primeiro semestre deste ano. Mas há vários requisitos para que se consega cumprir essa data. Um é que o Brasil envie os documentos que permitam à França liquidar o último pagamento correspondente à construção, que ainda está pendente.

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