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Brasil No Brasil, sete em cada dez jovens de até 15 anos não distinguem fatos de opiniões

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Para reverter esse cenário, especialistas apostam na educação midiática. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Sete em cada dez jovens de até 15 anos no Brasil não distinguem fatos de opiniões, segundo pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para reverter esse cenário, especialistas apostam na educação midiática como resposta para reconhecer fakes news, discursos de ódio e também produzir e compartilhar mensagens com responsabilidade. Na avaliação deles, a manutenção da democracia também depende de uma sociedade bem informada.

A educação midiática é um conjunto de habilidades para analisar, criar e participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiático em todos os seus formatos.

Para a presidente do Instituto Palavra Aberta, Patricia Blanco, esse tipo de formação é importante para todos os cidadãos. O instituto coordena o Educamídia, programa de capacitação de professores e engajamento da sociedade no processo de educação midiática.

“Na medida que o cidadão, o jovem, passa a saber reconhecer a informação, saber o propósito daquela informação que chega até ele, saber reconhecer a fonte, o porquê que aquela informação chegou até ele, saber fazer uma busca, saber verificar de onde veio aquela informação, adquirindo as competências para saber produzir conteúdo – de modo que ele se aproprie da tecnologia para melhorar sua autoinstrução, melhorar o seu protagonismo -, ele vai participar melhor da sociedade”, avalia.

Patrícia defende que a educação voltada para formar pessoas com pensamento crítico e aptas a consumir, analisar e produzir conteúdos e informações deve ser uma política pública de educação.

Absurdos

A estudante Milena Teles, 23 anos, afirma que consegue reconhecer quando uma desinformação surge nas redes sociais. “Aparecem mensagens muito absurdas que você sabe de cara que é uma fake news como: o limão cura a covid ou tomar um chá todo dia em jejum vai curar ou prevenir o câncer. Coisas muito absurdas sempre serão mentiras”, afirma.

A análise, entretanto, nem sempre está ao alcance de crianças e jovens. “Para pessoa adulta já é difícil, às vezes, sem ter uma prática, sem ter uma orientação de checagem de fato, saber quando uma informação é verdadeira ou falsa, se é rumor, boato ou se ela corresponde a um fato que está sendo noticiado, imagina para crianças e adolescentes”, avalia a pesquisadora, Jade Percassi.

Tema nas escolas

Segundo o secretário de Políticas Digitais, João Brant, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – documento que define os conteúdos de aprendizagem essencial dos alunos – prevê a educação midiática como um tema transversal e eletivo nas escolas. Por isso, segundo ele, o momento é de produzir conteúdos e formar professores.

“Apostamos na educação midiática tanto do ponto de vista formal como informal, tanto em parceria com o MEC, na articulação com as secretarias de educação, quanto em relação a atividades de promoção de cursos, oficinas, conteúdos mais rápidos como chave para enfrentamento do problema no país”, afirma.

Segundo Patricia Blanco, secretarias de educação de diversos estados já abriram espaço tanto para a formação de professores como para a inclusão da temática em seus currículos.

A presidente do Palavra Aberta cita como exemplo o estado de São Paulo, que fez uma revisão do currículo e incluiu dentro da disciplina de Tecnologia e Inovação todo o conceito de educação midiática. Segundo ela, todos os alunos de ensino fundamental 2 e ensino médio têm, há um ano, acesso a esse tipo conteúdo. Outros estados estão implantando o tema de forma transversal como Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Ceará.

Segundo ela, a perspectiva é que, nos próximos anos, o tema se torne recorrente e que a formação faça diferença na vida dos alunos.

Formação abrangente

Para o secretário de Políticas Digitais, João Brant, a formação digital deve ser ainda mais abrangente. Ele ressalta que existem os nativos digitais que lidam muito bem com as tecnologias. “Mas, não necessariamente, com todos os instrumentos e repertórios para interpretar e identificar a desinformação, identificar fake news e perceber os problemas que circulam nas redes”.

Os conteúdos digitais, entretanto, também têm sido consumidos por uma população mais velha, em idade adulta ou idosa, que acaba sendo mais suscetível à desinformação e às fake news, segundo Brant.

Maria Helena Weber, do Observatório da Comunicação Pública, também defende que a formação digital deva ocorrer em qualquer momento da vida escolar. “É preciso que se tenha referência, se possa estudar, se possa ter acesso a uma discussão a um debate do que significa a comunicação digital hoje, as redes sociais hoje e para isso é preciso oferecer instrumentos para que as pessoas não sejam tão vulneráveis.”

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Lauro Junges
7 de abril de 2023 19:18

O que os bolsonaristas tem haver com a formação destes filhos de Paulo Freire, você é um mau caráter.

Felix Etchegaray
7 de abril de 2023 15:55

Os bolsonaristas ate 80 anos só acreditam nos whatsapp dos amigos…

Miltch Mitch
7 de abril de 2023 16:48

FATO: O LULA E LADRÃO.
Fonte: Juizado primeira instância Curitiba; Desembargadores TRF4 de Porto Alegre; Ministros STJ Brasilia; Ministros STF Brasília.

FAKE NEWS: Candidato LULA o sr. nao deve nada mais a justiça. FONTE Rede Globo de TV, na pessoa de seu âncora William Boner.

Por favor, diariamente somos presenteados com as maiores atrocidades vindas da mídia antiga.

Na política a primeira a ser abatida é a VERDADE.

Querem buscar informações assistam a Jovem pam.Tambem a Pampa, nos programas da rádio pela manhã e na TV, a partir das 19 horas. O resto é lixo.

Denise Goulart de Munhós
7 de abril de 2023 16:57

A forma como são abordados fatos e opiniões na mídia, imprensa e emissoras de tv ligadas a esquerda internacional e ao globalismo contribui para que os jovens não tenham condições de fazer a distinção entre fatos e opiniões e ainda há a malfadada educação freiriana que aniquilou com a Educação no Brasil.

Rodinei Mandelli Sanini
7 de abril de 2023 17:42

A geração Paulo Freire criada pela esquerdadalha.

Miltch Mitch
7 de abril de 2023 23:46

Verdade.
Tem até jornalista da cnn que diz:
” na bandeira do Brasil está escrito INDEPENDÊNCIA OU MORTE”

Pior ela também afirmou que o ” CHILE E EQUADOR NAO FAZEM PARTE DA AMÉRICA LATINA “

Lauro Junges
7 de abril de 2023 19:13

A educação midiática deixou estes energúmenos festa forma, não sabem nada de matemática, nada de física e nada de lógica sabem usar o teclado do celular e só, não respeitam os mais velhos os pais e os colegas, são frutos do Paulo Freire, um desgraçado que destruiu o ensino no Brasil.

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