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CAD1 No mesmo dia, o dono da Amazon, Jeff Bezos, perdeu e recuperou o posto de pessoa mais rica do mundo

O dinheiro será usado para ajudar cientistas, ativistas e ONGs em esforços de preservação do meio ambiente. (Foto: Reprodução)

O CEO da Amazon, Jeff Bezos, perdeu US$ 6,9 bilhões na noite da última quinta-feira (24)  após a divulgação dos resultados da empresa. A varejista reportou uma queda de 26% no lucro líquido, e as ações refletiram a notícia com uma queda de quase 9% – o que gerou o prejuízo bilionário.

O patrimônio líquido do executivo caiu para cerca de US$ 106,3 bilhões. O executivo chegou a perder o posto de pessoa mais rica do mundo para Bill Gates, co-fundador da Microsoft, segundo o ranking de bilionários da Forbes, mas após uma desaceleração na queda das ações, ele assumiu novamente a primeira posição.

Nesta sexta-feira (25), ele estava em primeiro no ranking em tempo real da revista com um patrimônio líquido de US$ 109 bilhões. Isso porque a Amazon está se recuperando.

Às 15h10min (horário de Brasília-DF) desta sexta as ações estavam cotadas em US$ 1.746,53 com uma queda mais tímida de 1,9%.

Nesta cotação, a empresa chegou a perder US$ 16,7 bilhões em valor de mercado em relação a última quinta-feira (24). Ainda, na mínima do dia, o prejuízo foi ainda maior: US$ 42,4 bilhões.

Bezos se tornou o homem mais rico do mundo em 2018, acabando com o período de 24 anos de Gates como número um do ranking.

No entanto, o CEO da Amazon já vinha tendo uma queda em seu patrimônio devido ao seu divórcio no início deste ano. Ele transferiu cerca de um quarto de sua participação na Amazon para sua ex-mulher MacKenzie Bezos como parte do acordo de divórcio.

Hoje, ela possui uma fortuna de US$ 32,7 bilhões e está entre as vinte pessoas mais ricas do mundo.

Império

Em 2010, Bezos fez um discurso emocionado durante a formatura de alunos da Universidade Princeton, onde ele também se formou. Ele explicou como foi o processo que levou à criação do que é hoje a maior empresa de comércio eletrônico do mundo.

Na ocasião, contou uma anedota da sua infância que marcou sua concepção de vida.

Quando tinha dez anos de idade, em uma viagem de carro com seus avós, o pequeno Jeff fez um cálculo matemático sobre o efeito do tabaco na saúde das pessoas.

Ele fez isso para censurar sua avó pelos anos de vida que estava perdendo ao fumar cigarros. E ela começou a chorar.

Seu avô parou ao lado da estrada, saiu do carro e abriu a porta para Jeff.

“Ele era um homem inteligente e quieto, nunca havia me dito palavras duras e pensei que talvez fosse a primeira vez ou talvez ele quisesse que eu pedisse desculpas à minha avó”, contou Bezos.

“Meu avô olhou para mim e, depois de um tempo, calmamente me disse: ‘Jeff, um dia você vai entender que é mais difícil ser legal do que inteligente'”.

Desde então, diz o empresário, ele não perdeu de vista a importância de dar prioridade às escolhas que fazemos sobre nossos talentos.

Assumir os riscos

Nascido no Novo México em 1964, Bezos foi um bom estudante, mas que, como muitos de seus colegas e amigos, teve seu primeiro emprego em uma unidade da lanchonete McDonald’s.

Graduado em Ciência da Computação e Engenharia Elétrica pela Universidade Princeton, Bezos levou oito anos para se tornar vice-presidente da D.E. Shaw & Co., banco de investimento de Wall Street, onde ele trabalhava quando decidiu mudar sua vida.

Em suas mãos caiu um relatório que dizia que a internet estava crescendo a uma taxa de 2.300% ao ano.

“Eu não tinha visto nem ouvido nada parecido, e a ideia de fundar uma livraria online com milhões de títulos, algo que não poderia existir no mundo físico, foi muito emocionante para mim”, disse Bezos no mesmo discurso em Princeton, em 2010.

O empresário tinha então 30 anos e estava casado havia um ano com MacKenzie Bezos, que também se formou em Princeton (o casal se separou no começo desse ano).

“Queria largar o emprego e fazer essa loucura, mesmo que não fosse funcionar, porque a maioria das startups não fazia. MacKenzie me incentivou. Sempre quis ser inventor e ela queria que minha paixão continuasse”, disse.

“Eu tinha um chefe que eu admirava. Contei a ele sobre minha ideia. Ele me levou para uma longa caminhada no Central Park, me ouviu e finalmente me disse que parecia uma ótima ideia, mas seria ainda melhor para uma pessoa que não tivesse um bom emprego como eu”, contou.

“Essa lógica fez sentido para mim e me convenceu a pensar sobre o assunto por 48 horas antes de tomar uma decisão. Foi uma escolha difícil, mas decidi que tinha que tentar.”

“Eu não iria me arrepender de tentar algo e falhar, mas eu seria assombrado pela decisão caso não tentasse (abrir a própria empresa). Tomei o caminho menos seguro para seguir minha paixão, e estou orgulhoso dessa escolha.”

 

 

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