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Brasil No processo contra a chapa Dilma-Temer, o PSDB omitiu em suas alegações finais as acusações que o próprio partido havia feito ao atual presidente Michel Temer

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O trecho usado deixava claro que o PMDB era beneficiário de parte dos recursos, além do PT e do PP (Foto: Agência Brasil)

O PSDB omitiu, em suas alegações finais ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), acusações que o próprio partido havia feito ao presidente Michel Temer e ao PMDB quando pediu a investigação da chapa liderada por Dilma Rousseff. A comparação entre os dois documentos evidencia a mudança de visão dos tucanos sobre o processo quando, na peça inicial, pedia a punição aos beneficiários das irregularidades, em clara referência a Temer e, no documento final, faz questão de ressaltar que não houve envolvimento do atual presidente em práticas ilícitas.

A peça inicial do processo, protocolada em 18 de dezembro de 2014, destaca o esquema de corrupção na Petrobras como uma das fontes de financiamento da chapa Dilma-Temer, o que se qualificaria como abuso de poder econômico e deveria levar à cassação.

Entre os argumentos está um trecho do depoimento de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, no qual relata desvio de recursos dos contratos da empresa para partidos políticos. O trecho usado deixava claro que o PMDB era beneficiário de parte dos recursos, além do PT e do PP.

Nas alegações finais, porém, o tom utilizado pelo PSDB é outro. Sem prática ilícita o partido retirou do documento a citação feita por Paulo Roberto ao PMDB, deixando apenas as menções a PT e PP como beneficiários de dinheiro desviado da Petrobras. Também não constam outras referências a Temer e ao PMDB que estão no documento inicial.

O PSDB ainda fez questão de ressaltar no documento que não teria havido participação de Temer nas ilegalidades apontadas: “Ao cabo da instrução destes processos não se constatou em nenhum momento o envolvimento do segundo representado em qualquer prática ilícita”. (AG)

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