Sábado, 04 de Abril de 2020

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Artes Visuais Noite dos Museus lota centro de Porto Alegre

(Foto: Felipe Fraga/ Noite dos Museus)
Por Isadora Aires

Milhares de pessoas lotaram a Praça da Alfândega, a rua dos Andradas e entornos na noite de ontem (18). O motivo foi a 4ª edição da Noite dos Museus, já que sete dos 14 espaços culturais participantes se concentravam na região. Próximo a entrada de todos os prédios, eram visíveis as grandes filas. Só o Memorial do Rio Grande do Sul reuniu mais de 10 mil pessoas em seu espaço. Entretanto, o lugar mais visitado foi, provavelmente, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), onde a fila de espera para entrar demorava cerca de uma hora e meia – fato que não pareceu espantar os visitantes.

Os museus participantes do evento estavam espalhados pela cidade: além da região da Praça da Alfândega, foram selecionados espaços culturais na rua Duque de Caxias – também no centro – e nos bairros Bom Fim, Cidade Baixa, Moinhos de Vento, Santana, Independência e, claro, no Cristal, onde fica o museu “queridinho” dos porto-alegrenses, a Fundação Iberê Camargo.

Um dos destaques de tantas atrações foi Ena Lautert, artista de 95 anos que está com a exposição “Ena Lautert 95 anos – Retrospectiva” em três espaços do MARGS desde fevereiro. A mostra reúne cerca de 100 obras da artista, entre desenhos, pinturas, esculturas, gravuras e instalações. Na noite de ontem, comemorou a intensa visitação graças ao evento: “nunca pensei que [a Noite dos Museus] fosse tão movimentada como está sendo”.

“Meu grande sonho era fazer essa retrospectiva, mas a maioria dos artistas só ganha depois de morto. Eu sempre pensava que gostaria de ver e participar da minha retrospectiva e Deus me abençoou para isso”, contou a artista. Ena ainda relatou que estava adorando conhecer os visitantes e que gosta de explicar como faz a pedra de papel machê, uma de suas artes – “o próprio papel machê já é demorado para fazer”, apontou a artista, que ‘recheia’ a pedra com lixo reciclável que produz em casa e seca todas as obras no sol, utilizando “energia vital”. A última obra da artista foram pedras verdes que simulam rochas cobertas de musgo, produzidas especialmente para a exposição.

(Foto: O Sul)

O museu mais procurado pelos visitantes também recebeu espetáculos de teatro como “Mulheragem”, solos femininos que refazem a memória de mulheres na história e denunciam violências contra elas.

A Noite dos Museus 2019 reuniu o maior público da história do evento: cerca de 105 mil pessoas circularam pelas instituições participantes, a Praça da Alfândega e as ruas no entorno dos museus. O número de participantes desse ano bateu todos os recordes e é superior ao público das três edições anteriores juntas, já que em 2016, o evento reuniu 16 mil pessoas; em 2017, 54 mil pessoas e, em 2018, 20 mil pessoas em uma noite chuvosa.

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