Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 14 de junho de 2015
Depois de ouvir da então futura sogra que ela só iria se casar quando conseguisse pegar 12 buquês de noiva, a jornalista Manuela Castro transformou o desafio em esporte. Aos 32 anos e se dizendo “viciada” na brincadeira, ela já contabilizou 22 arranjos, criou técnicas para amedrontar as adversárias e ficou conhecida entre os amigos como “pegadora oficial de buquês de casamento”.
“Eu vou para os casamentos e as pessoas ficam esperando que eu pegue o buquê. Fiquei com a fama entre os meus amigos e todos os casamentos que vou tem a pressão e a cobrança”, disse. “Eu nunca quero ser agressiva, mas às vezes é a forma de garantir que o buquê termine na minha mão.”
O 22º buquê foi adquirido na madrugada do último sábado (13) após uma cerimônia em Belém, no Pará. Um vídeo feito pelo noivo de Manuela mostra a jornalista no chão com uma amiga disputando o arranjo da mão da mulher. “Ela quis me provocar dizendo que eu não ia pegar. Ela fez de tudo para me atrapalhar, mas no final saí com o buquê e ela não ficou brava comigo”, diz. Para ganhar a “disputa”, Manuela afirma que é capaz de tudo, até de arrancar o arranjo da mão da “ganhadora”. Ela garante que a atitude nunca terminou com adversárias feridas.
“Nunca saiu ninguém sangrando, não. É só diversão, o foco é no buquê. Tenho o cuidado de não machucar, eu vou direto no buquê, não na pessoa. É agressividade com responsabilidade, tipo MMA.”
Depois de participar de muitos casamentos ao longo dos anos, a “pegadora de buquês” criou técnicas para intimidar as concorrentes. “Eu percebi que a maior chance é na frente. Sempre crio uma área grande ao meu redor, faço uma de goleira, estico os braços e fico intimidando as outras”, afirmou. “Todo mundo ri, acha engraçado e se desconcentra e daí eu saio na frente.”
Manuela é noiva há sete meses e tem casamento marcado para maio de 2016. A meta é conseguir 25 buquês até lá. Ela diz que nunca pensou nos buquês como uma forma de “sorte para casar”. “Eu não faço isso porque sou desesperada para casar. O problema não é casar, é que eu adoro pegar, adoro a disputa.” (AG)
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