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Notícias Novo ministro da Justiça diz que suposta tentativa de explodir caminhão em Brasília é terrorismo

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De acordo com Dino, a tomada de atos busca não deixar "vazio de poder". (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O futuro ministro da Justiça do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Dino, chamou de “terrorismo” a suposta tentativa de explodir um caminhão-tanque investigada pela polícia de Brasília. O caso aconteceu no sábado (24). O caminhão estava próximo ao aeroporto de Brasília quando um motorista denunciou à polícia a presença de um artefato explosivo, que depois foi detonado.

Segundo informado pela Polícia Civil, o empresário bolsonarista George Washington de Oliveira Sousa confessou o crime. Ele veio do Pará a Brasília para participar das manifestações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que ocorrem no quartel-general do Exército.

“Os graves acontecimentos de ontem em Brasília comprovam que os tais acampamentos ‘patriotas’ viraram incubadoras de terroristas. Medidas estão sendo tomadas e serão ampliadas, com a velocidade possível. O armamentismo gera outras degenerações. Superá-lo é uma prioridade”, disse Dino em uma rede social.

“Reitero o reconhecimento à Polícia Civil do DF, que agiu com eficiência. Mas, ao mesmo tempo, lembro que há autoridades federais constituídas que também devem agir, à vista de crimes políticos. As investigações sobre o inaceitável terrorismo prosseguem. O delegado Andrei, futuro Diretor Geral da PF, tem feito o acompanhamento, em nome da equipe de transição. Não há pacto político possível e nem haverá anistia para terroristas, seus apoiadores e financiadores”, completou o futuro ministro.

Arsenal

O suspeito de planejar explodir o caminhão-tanque foi localizado e preso em um apartamento no Sudoeste, na região central do Distrito Federal. No local, a polícia encontrou um arsenal com pelo menos duas espingardas, um fuzil, dois revólveres, três pistolas, centenas de munições e uniformes camuflados. Também foram apreendidas outras cinco emulsões explosivas.

De acordo com a polícia, depois de montar o artefato, o suspeito entregou o objeto para uma outra pessoa – já identificada pelos investigadores – que ficou responsável por levar o dispositivo até a região do aeroporto de Brasília.

Segundo a investigação, a ideia inicial dos criminosos era que o explosivo fosse depositado próximo a um poste, para prejudicar a distribuição de energia elétrica na capital. Mas, de última hora, a decisão acabou sendo por colocar o objeto em uma caixa apoiada no caminhão de combustível, que estava carregado de querosene de aviação.

Segundo a Polícia Militar, o motorista de um caminhão-tanque de combustível percebeu um objeto estranho no veículo e alertou policiais na área. Ele não soube dizer quem havia deixado o material ali. A polícia descarta a participação do motorista no caso.

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