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Brasil Novo navio de guerra da Marinha tem mísseis e canhões de última geração

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Segundo a Marinha, a principal missão da Cunha Moreira será atuar no monitoramento e na proteção da chamada Amazônia Azul.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Segundo a Marinha, a principal missão da Cunha Moreira será atuar no monitoramento e na proteção da chamada Amazônia Azul. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A Marinha do Brasil lançou nesta sexta-feira (26) a Fragata Cunha Moreira (F202), terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré. A cerimônia de batismo ocorreu no estaleiro da Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e de autoridades militares.

Equipada com modernos radares multifuncionais, sistema de mísseis antinavio, canhão principal de 76 milímetros, armamentos de defesa aproximada e recursos avançados de guerra eletrônica, a nova fragata representa um dos principais investimentos da Marinha para ampliar a capacidade de vigilância e defesa das águas jurisdicionais brasileiras.

A Cunha Moreira faz parte do primeiro lote de quatro navios previstos no Programa Fragatas Classe Tamandaré, considerado um dos projetos mais estratégicos para a modernização da Esquadra e o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID). O programa prevê a construção de embarcações de alta tecnologia em território nacional, reduzindo a dependência de equipamentos importados e estimulando o desenvolvimento da indústria naval brasileira.

Com o lançamento da F202, a frota avança na renovação de seus meios navais. A Fragata Tamandaré (F200), primeira da classe, já realiza testes e fases finais antes de sua incorporação definitiva à Marinha. A Fragata Jerônimo de Albuquerque (F201) também está em fase de preparação para iniciar os testes de aceitação no mar. Já a quarta embarcação da classe, a Mariz e Barros (F203), tem lançamento previsto para novembro deste ano.

Segundo a Marinha, a principal missão da Cunha Moreira será atuar no monitoramento e na proteção da chamada Amazônia Azul, área marítima de aproximadamente 5,7 milhões de quilômetros quadrados sob jurisdição brasileira. Nessa região estão concentradas importantes rotas comerciais, áreas de pesca, cabos submarinos de comunicação e grande parte das reservas de petróleo e gás do pré-sal, consideradas estratégicas para a economia nacional.

Além de operações de patrulhamento e defesa da soberania marítima, a fragata poderá participar de missões internacionais, ações de busca e salvamento, combate à pirataria, repressão a crimes transnacionais e operações humanitárias. A embarcação também foi projetada para operar helicópteros e integrar sistemas de combate em rede, ampliando sua capacidade operacional.

Transferência de tecnologia

Embora tenha sido construída integralmente no Brasil, a Fragata Cunha Moreira incorpora tecnologia desenvolvida pela empresa alemã ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS), parceira do programa. O projeto prevê ampla transferência de tecnologia para engenheiros e técnicos brasileiros, permitindo que o conhecimento adquirido seja aplicado em futuros projetos navais.

De acordo com a Marinha, além de fortalecer a capacidade de defesa do país, o Programa Fragatas Classe Tamandaré impulsiona a geração de empregos qualificados, estimula a inovação tecnológica e amplia a competitividade da indústria de defesa nacional, consolidando o Brasil entre os países com capacidade de construir navios militares de alta complexidade.

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